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SÃO PAULO – As bolsas europeias fecharam em alta nesta quarta-feira (30) e, apesar da agência de classificação de risco Standard & Poor’s ter revisado na véspera sua metodologia de rating para 37 importantes bancos norte-americanos, os principais índices acionários europeus recuperam as perdas recentes.
A crise da Zona do Euro segue preocupando. A reunião entre os ministros de Finanças do bloco na véspera não avançou em medidas para solucionar a situação fiscal e conter a crise da dívida que ameaça os países periféricos europeus e impedir o contágio para as demais nações europeias e o resto do mundo. O Eurogrupo concordou em ampliar o EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira), no entanto não definiu o valor do aumento, sinalizando a possibilidade de recorrer ao FMI (Fundo Monetário Internacional) por mais ajuda diante dos problemas da Itália.
Nesta data, segundo agências internacionais, o Fed, o BCE (Banco Central Europeu), os bancos centrais da Grã-Bretanha, Canadá, Japão e Suíça, tomarão medidas coordenadas para impedir a falta de liquidez no sistema financeiro global e reduzir o custo de linhas de swap de dólares existentes em 50 pontos base a partir de 5 de dezembro, assim como outra medidas para impulsionar os mercados financeiros.
Além disso, a China anunciou seu primeiro corte no depósito compulsório de bancos, apesar da apreensão dos investidores após os cortes de ratings de grandes bancos internacionais.
Diante deste cenário, o FTSEurofirst 300, índice das principais ações européias subiu 3,80%. Enquanto isso, o FTSE 100, da bolsa de Londres, valorizou 3,58% a 5.528 pontos. O CAC 40, da bolsa de Paris, avançou 4,46% a 3.162 pontos. O DAX 30, da bolsa de Frankfurt, fechou em elevação de 5,43% ficando em 6.115 pontos e o IBEX 35, de Madri, ganhou 3,90%, para 8.445 pontos e o FTSE MIB, da bolsa de Milão, avançou 4,37% para 15.267 pontos.
Destaques corporativos da sessão
Na bolsa londrina, as acões do Lloyds subiram 8,50% e as do Barclays 7,22%. Em Paris, avançaram os ativos do BNP Paribas (+6,43%), os dos Credit Agricole (+6,25%) e os do Société Génerale (+5,35%). Os papéis dos bancos Deutsche Bank e Commerzbank, em Frankfurt, fecharam em alta de 6,83% e 5,25%, respectivamente.
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As holdings de luxo também apresentaram desempenho positivo neste pregão. Em Londres, os ativos da Burberry subiram 6,01% e na bolsa francesa, evoluíram as ações da LVMH Louis Vuitton (+5,77%) e as da PPR (5,77%).
O destaque de alta em Paris foram os ativos da Arcelor Mittal (+11,66%). Em Frankfurt na ponta vencedora as ações da ThyssenKrupp (+8,16%), seguida pelas da Man Group (+7,13%). Os papéis das mineradoras avançaram em Londres, destaque para as ações da Antofagasta (+10,24%), Xstrata (+8,27%) e Rio Tinto (+7,52%).
Yields soberanos de 10 anos
Grécia (32,00% ante 30,89%), Portugal (14,01% contra 13,60%), Itália (7,03% contra 7,23%), Espanha (6,26% ante 6,39%), França (3,38% contra 3,52%), Alemanha (2,28% ante 2,33%).
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Confira o fechamento dos principais índices acionários europeus:
| % Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| DAX 30 | +5,43 |
6.115 | -0,43 |
-11,56 |
| CAC 40 | +4,46 |
3.162 | -2,50 |
-16,90 |
| FTSE 100 | +3,58 |
5.528 | -0,29 |
-6,30 |
| SMI | +1,81 |
5.631 | -1,75 |
-12,51 |
| IBEX 35 | +3,90 |
8.445 | -5,70 |
-14,34 |
| FTSE MIB | +4,37 |
15.267 | -4,69 |
-24,32 |