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SÃO PAULO – O índice Nikkei encerrou o pregão desta quarta-feira (11) em forte baixa de 2,70%, após o Federal Reserve renovar sua perspectiva de manutenção dos estímulos econômicos por um longo período, bem como indicadores desfavoráveis na China trazerem temores sobre exportadores.
Segundo dados divulgados pelo governo chinês, a produção industrial no país cresceu 13,4% em base anual no mês de julho, a menor variação desde janeiro deste ano, ao passo em que a inflação ao consumidor anual acelerou-se para 3,3% no mesmo mês.
| %Var Dia | Pontos | %Var 30D | %Var Ano | |
|---|---|---|---|---|
| Nikkei | -2,70 | 9.293 | -2,67 | -11,89 |
| Hang Seng | -0,83 | 21.295 | +4,04 | -2,63 |
| Shangai Composite | +0,47 | 2.608 | +4,69 | -20,43 |
Na véspera, o Federal Reserve manteve a taxa básica de juro da economia norte-americana, mas reconheceu a maior fragilidade da atual conjuntura, devendo permanecer com os atuais programas de estímulos por um longo período.
A despeito deste ponto, a anêmica recuperação dos EUA prejudicou os papéis ligados a companhias exportadoras em Tóquio. Empresas como Canon e Sony viram seus papéis recuarem, respectivamente, 3,2% e 2,1%.
Política monetária
Já na China, a recepção aos dados sobre a economia do país foi divergente. Mais preocupados com as medidas do governo para conter a inflação, em Xangai, os investidores consideraram o resfriamento da produção industrial como um sinal positivo. Com isto, ganharam destaque os papéis do setor imobiliário, como a Poly Real State, em alta de 2,5%.