Índice Nikkei avança, com dados dos EUA e moeda desvalorizada em foco

Taxa de desemprego norte-americana decresceu para o menor nível desde abril de 2009; ações de exportadoras registram alta

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SÃO PAULO – O índice Nikkei apontou para o fechamento no campo positivo nesta segunda-feira (7), seguindo dados externos favoráveis, como a desvalorização do iene e dados no mercado de trabalho norte-americano. Já na China, a bolsa de Xangai continua fechada devido às comemorações do ano novo, enquanto o índice Hang Seng, em Hong Kong, registrou queda com o setor imobiliário pressionado.

   %Var Dia   Pontos   %Var 30D   %Var Ano 
 Nikkei +0,46 10.592 +0,48 +3,55
 Hang Seng -1,49 23.554 -0,56 +2,25

No cenário político, o presidente do BoJ, Masaaki Shirakawa, alertou o país que nenhum país consegue manter um déficit fiscal para sempre, e que a estabilidade não vai ser alcançada com inflação. Já o ministro de Finanças anunciou nesta segunda-feira que o país emprestou US$ 1,5 bilhão ao FMI (Fundo Monetário Internacional) das reservas internacionais em janeiro, como parte da ajuda à Irlanda.

Já nos EUA, apesar da decepção quanto à criação de postos de trabalho em janeiro – 36 mil, ante expectativas de 148 mil -, a taxa de desemprego caiu a 9,0%, melhor que o esperado e no menor patamar desde abril de 2009, de acordo com dados anunciados na última sexta-feira.

Ações em alta
Além disso, o iene se desvalorizou frente ao dólar, impulsionando as ações de empresas com grande relação com o setor externo. Deste modo, os papéis da Toyota avançaram 0,87%, seguidos pelos da Hitachi, com salto de 2,10%, pelos da Mitsubishi Motors, em alta de 1,71% e da Nikkon, fechando com alta de 2,04%.

Destaque também para o setor bancário, cujos papéis marcaram desempenho positivo. As ações da Mizuho Financial subiram 1,23%, enquanto as da Mitsubishi UFJ Financial e da Sumitomo Mitsui avançaram 1,59% e 0,66%, respectivamente.

Por outro lado, os papéis da Nippon Steel e da Sumitomo Metal Industries recuaram fortemente, em 1,28% e em 2,23%, respectivamente. No entanto, vale lembrar que tais ações haviam disparado na sexta-feira, em razão do anúncio de fusão das companhias até 2012.

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Imóveis
Já em Hong Kong, este foi o primeiro pregão no calendário chinês, mas as preocupações continuaram as mesmas do ano passado. O setor de construção manteve-se pressionado ante especulações de que o governo adote novas medidas para conter a alta nos preços. Deste modo, as ações da China Resources Enterprise despencaram 3,95% e as da China Overseas Land & Investment, 2,28%.