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SÃO PAULO – O Ibovespa fechou em queda de 2,10%, aos 56.279 pontos, mas os investidores começam a precificar um cenário ainda mais negativo: os contratos de índice futuro, que fecham uma hora depois da bolsa nacional, terminaram a quarta-feira (14) em queda de 2,75%, aos 56.050 pontos.
Esses contratos, que podem sinalizar o otimismo ou pessimismo dos investidores com os pregões futuros, acentuaram perdas depois do fechamento – refletindo importantes referências norte-americanas, que sairam tarde demais para influenciarem no movimento do pregão regular, mas puderam ser refletidas na negociação dos futuros.
Trata-se da ata do Fomc (Federal Open Market Committee), divulgada às 17h00 (horário de Brasília) desta quarta – em pleno call de fechamento na Bovespa – e do discurso do presidente reeleito, Barack Obama. A compravação desses efeitos só deverá vir na sexta-feira (16), já que nesta próxima sessão a bolsa estará fechada por conta do feriado de proclamação da República.
Por lá, o Fed mostra que poderá ampliar o programa de compra de ativos, o Quantative Easing, quando o Operation Twist – que consiste na extensão do tempo de maturação dos títulos de dívida – expirar, no final do ano.
Já Obama focou o temor do abismo fiscal, que tem sido vivido pelo país ultimamente e impactado fortemente a economia por lá. Ele afirmou que os EUA estão se recuperando, e que o foco atual está na geração de empregos e na manutenção do ritmo de crescimento do país.
Sem nada de concreto ou ao menos nenhuma sinalização forte, os mercados responderam com pessimismo. Além do índice futuro, os mercados norte-americanos também acentuaram suas perdas e terminaram a sessão com quedas superiores a 1% – números considerados bastante elevados para a bolsa dos EUA, muito menos volátil que a brasileira.