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SÃO PAULO – O índice Dow Jones Brazil Titans 20, negociado na bolsa de Nova York, a Nyse, fechou com ganhos de 0,98% nesta terça-feira (9). Ele é usado como referência em dias em que a Bovespa está fechada, uma vez que contém os ADRs (American Depositary Receipts) das maiores empresas e com maior liquidez. Nesta data, a bolsa brasileira não realizou negociações devido ao feriado no Estado de São Paulo em memória à Revolução Constitucionalista de 1932.
Em destaque, os ADRs da Petrobras (PETR3;PETR4) registraram ganhos de 1,12% para os ativos equivalentes aos preferenciais, a US$ 13,53, enquanto os papéis equivalentes ao ON subiram 1,32%, a US$ 12,29. Já os da Vale (VALE3;VALE5) diminuíram os ganhos frente às máximas do intraday, mas também tiveram ganhos expressivos, de 1,65%, a US$ 12,91.
Contribui para este movimento de alta das ações da mineradora o bom início da temporada de resultados nos Estados Unidos, com a fabricante de alumínios Alcoa registrando lucros que superaram as estimativas dos analistas e que impulsionou os papéis de mineradoras nas bolsas internacionais.
Excluindo o impacto de itens especiais, como custos de reestruturação e custos vinculados a uma questão legal, a Alcoa reportou lucro de 76 milhões de dólares, ou 7 centavos por ação no segundo trimestre. Analistas estavam esperando lucro de 6 centavos de dólar por ação, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S. A companhia registrou maiores ganhos de produtividade.
Os ADRs da Usiminas (USIM3;USIM5), com alta de 2,01%, e da Gerdau (GGBR4), com ganhos de 0,69%, também fecharam no azul.
Nesta sessão, foram revelados ainda dados da inflação anual da China, que aceleraram mais do que o esperado em junho, mas com os preços ao produtor registram deflação pelo 16º mês consecutivo, ressaltando o dilema do banco central da China em relação aos riscos de longo prazo para a inflação enquanto a economia desacelera. Com isso, as expectativas são de que o banco central do país não alterem o curso de sua política monetária.
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Copel registra fortes ganhos
Em destaque nesta sessão, estão os ADRs da Copel (CPLE6), que registraram fortes ganhos de 7,16%, a US$ 13,17, após o anúncio da aprovação pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) do parcelamento do reajuste médio de 14,61% da companhia. Cerca de 9,55% do reajuste será retroativo a 24 de junho de 2013. Segundo a empresa, haverá também a inclusão de percentual remanescente reajustado pelo IGP-M.
Assim, segundo a Aneel, a decisão atende à manifestação do governo do estado do Paraná e evita que a Copel Distribuição seja afetada em seu equilíbrio econômico-financeiro.
Bolsas em alta no exterior
As bolsas internacionais registraram alta, em meio ao bom início da temporada de resultados nos Estados Unidos e com os dados do mercado de trabalho no país, registrando aceleração na abertura de novas vagas.
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Com isso, os índices de bolsas norte-americanas registraram seu quarto dia seguido de ganhos. O Dow Jones subiu 0,49%, a 15.300 pontos, o Nasdaq registrou ganhos de 0,55%, a 3.504 pontos e o S&P 500 registrou alta de 0,70%, a 1.652 pontos, ficando próxima de atingir o seu maior patamar histórico. A expectativa agora é para o resultado de grandes bancos, como JPMorgan e Wells Fargo.
De acordo com analistas ouvidos pelos Market Watch, o mercado está com menos temores de que a economia registre melhora, mesmo que o Federal Reserve reduza o programa de compra de títulos. O mercado vinha registrando quedas com novos sinais de recuperação dos EUA, devido à sinalização de que a autoridade monetária reduza os estímulos em meio à melhora econômica.
Corte de projeções pelo FMI; S&P rebaixa Itália
Do lado negativo, esteve o corte de projeções para a economia global pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). A instituição cortou as projeções de crescimento para a economia global em 0,2 ponto percentual para 2013 e 2014, esperando que a atividade registre alta de 3,1% neste ano e 3,8% no próximo, em meio ao enfraquecimento da economia dos emergentes e a continuidade da crise na zona do euro.
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Neste cenário, destaque para o Brasil, que viu suas projeções para o PIB caírem de 3% em 2013 para 2,5%. A agência de classificação de risco Fitch Ratings também vê o País registrando esta alta do PIB no ano. Para 2014, a a revisão do FMI foi ainda maior, com as projeções caindo de 4% para 3,2%.
Ainda nesta sessão, a agência de classificação de risco Standard & Poor’s rebaixou o rating de crédito soberano da Itália de BBB+ para BBB, dois degraus acima do grau considerado especulativo, com perspectiva negativa. A S&P ainda afirmou o rating de curto prazo em A-2,.
Segundo a S&P, o rebaixamento é reflexo da piora das perspectivas para a economia do país, com a queda da economia real; a agência espera que o PIB do país tenha contração de 1,9% em 2013, ante projeção de queda de 1,4% no ano. A agência também apontou para a deterioração da competitividade do país, em meio “à rigidez do mercado de trabalho e de produtos”.