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SÃO PAULO – Hoje é feriado na BM&FBovespa, mas os ADRs (American Depositary Receipts) dão uma boa indicação do que pode acontecer amanhã.
O índice Brazil Titans 20 Dow Jones, que é negociado na Bolsa de Nova York e reúne os 20 ADRs mais líquidos de empresas brasileiras fechou com expressiva queda de 1,63%, a 13.562 pontos.
Com um noticiário pouco movimentado nos EUA após uma semana sólida de ganhos, os investidores seguem de olho nos preços de petróleo. Após um início de sessão de alta, os preços viraram para baixo, com o brent sendo negociado a US$ 50,20, em queda de 4,56%, com os investidores embolsando os lucros e maior produção da Opep. Fontes secundárias citadas no documento disseram que o grupo bombeou 31,57 milhões de barris por dia de petróleo em setembro, 110 mil bpd acima de agosto e quase 2 milhões de bpd a mais do que sua previsão de demanda para este ano.
Já sobre o Fed, dois membros cujos pontos de vista são muitas vezes divergentes sugeriram nesta na segunda-feira que podem apoiar um aumento dos juros em dezembro, desde que os dados econômicos não desapontem e que a alta da taxa uma vez iniciada, seja gradual. O aparente entendimento entre os dois sobre a plausibilidade de um aumento dos juros em dezembro veio apenas um dia após o vice-chair do Fed, Stanley Fischer, afirmar que também espera uma elevação ainda em 2015. Nos EUA, as bolsas tiveram leves ganhos, com o S&P500 em alta de 0,13%, Dow Jones com alta de 0,28% e Nasdaq, de 0,17%.
Entre os ADRs, a Vale (VALE3; VALE5) caiu 4,20%, a US$ 5,25, seguida pela CSN (CSNA3), que caiu 2,14%, para US$ 1,37. Enquanto isso, os papéis PBR, relativos às ações ordinárias da Petrobras (PETR3; PETR4), tiveram baixa de 4,41%, a US$ 5,42. Já os recibos PBR-A caíram 3,85%, para US$ 4,50, seguindo os preços do petróleo. Vale ressaltar ainda um relatório do banco Barclays, que cortou a recomendação dos ADRs da Petrobras de compra para neutra e reduziu o preço-alvo dos papéis ordinários para US$ 6,50, ante US$ 11,00.
Entre os bancos também há quedas: o Itaú Unibanco (ITUB4) tiveram baixa de 1,93%, a US$ 7,62; Bradesco (BBDC3;BBDC4) fechou em baixa de 1,27%, para US$ 6,24.
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Entre os outros papéis com maior volume, a Eletrobras (ELET3; ELET6) vê seus ADRs fecharem em leve queda de 0,68%, para US$ 1,47. Já Pão de Açúcar (PCAR4) caiu 3,46%, a US$ 15,05 e a Ambev (ABEV3) caiu 2,30%, a US$ 5,10.
Sobre a última companhia, a sua controladora, a Anheuser-Busch InBev, aumentou sua oferta pela SABMiller nesta segunda-feira, enquanto a maior cervejaria do mundo tenta conquistar a rival menor com a ideia de criar uma gigante que produziria cerca de um terço da cerveja do mundo. A fabricante da Budweiser e Stella Artois está oferecendo 43,5 libras por ação em dinheiro à maioria dos acionistas da SABMiller, com uma opção disponível para alguns terem um mix com preço mais baixo de dinheiro e ações. A AB InBev tem até quarta-feira para lançar uma proposta formal pela SABMiller, no que seria a maior aquisição de uma empresa da história do Reino Unidos.
Completam o “time” dos ADRs brasileiros os recibos da Ultrapar (UGPA3, US$ 18,13, -1,31%), BRF (BRFS3, US$17,45, -1,08%), Gafisa (GFSA3, US$ 1,22, -3,94%) e Embraer (EMBR3, US$ 27,46, -2,31%).
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Alta de juros e Ásia
A política monetária dos EUA segue no radar. O Federal Reserve tem levado autoridades de mercados emergentes a enfrentar crises repetitivas de volatilidade em suas moedas e de fluxos de capital, bem como a se preocuparem com as dívidas de seus países. Alguns formuladores de políticas, diante dessa incerteza, entregaram uma mensagem aos americanos no final de semana, enquanto autoridades estavam reunidas na capital peruana para o encontro anual do Fundo Monetário Internacional (FMI): “Por favor, parem com a indecisão”. Há quem comemore o adiamento da alta dos juros e há autoridades que digam que o adiamento não irá adiantar.
O vice-presidente do Fed, Stanley Fischer, falando na reunião do FMI em Lima, Peru, disse que talvez a economia dos EUA esteja forte o suficiente para merecer um aumento das taxas de juros por volta do final do ano. Ele advertiu que os responsáveis pela política econômica estão monitorando os dados sobre empregos no país que estão chegando e ficarão de olho nos acontecimentos internacionais na hora de decidir o momento escolhido para decolar. As expectativas de um aumento das taxas no final de 2015 baseadas nos mercados aumentaram um pouco, para 38,8 por cento nesta manhã.
Já na Ásia, o Shanghai Composite Index da China fechou com uma alta de 3,3 por cento em meio à especulação de mais estímulo do governo para impulsionar a economia. Os mercados em toda a Ásia conseguiram manter os ganhos da semana passada, com uma alta de 0,8 por cento no MSCI Asia Pacific Excluding Japan Index às 16h13 em Hong Kong. Os mercados em Tóquio estiveram fechados por um feriado.
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(Com Bloomberg e Reuters)
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