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SÃO PAULO – Depois da forte queda vista na última sessão, esta terça-feira (23) começa no campo positivo nos mercados financeiros internacionais. Na Europa, novos indicadores econômicos animam as bolsas inglesa e alemã, que operam em leve alta, enquanto o mercado francês varia entre leves altas e baixas.
A Zona do Euro recebeu nesta manhã os dados conjuntos da indústria manufatureira e de serviços em junho. Embora o indicador tenha ficado abaixo do esperado pelo mercado, ele alcançou o patamar mais alto desde setembro de 2008, aumentando os sinais de estabilização da economia europeia.
Já nos Estados Unidos, os índices futuros indicam abertura em alta, na expectativa pelo primeiro dia da reunião do Federal Reserve. Na agenda norte-americana, destaque também para a divulgação das vendas de casas usadas, às 11h00.
O pior já passou
Embora a cautela do mercado tenha aumentado com as revisões das projeções do Banco Mundial para a economia global, ainda há quem aposte na estabilização econômica. Bob Doll, vice-presidente da BlackRock, afirma que os indicadores norte-americanos continuam a sugerir que o pior já passou. Contudo, se a estabilização é esperada para logo, uma recuperação robusta ainda é descartada.
Já no que se refere ao mercado acionário, as perspectivas de curto prazo não são otimistas. Duvidando da continuidade do rali visto nos últimos três meses, o gestor de recursos acredita que a correção registrada na última semana deve continuar pressionando as bolsas ainda por um tempo.
Commodities
Apesar dos movimentos do mercado acionário nesta terça-feira indicarem uma redução da aversão ao risco, a melhora do humor não atinge o mercado internacional de commodities da mesma forma. Os contratos futuros de petróleo continuam marcando queda, tanto em Londres quanto em Nova York.
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Em contrapartida, a desvalorização do dólar e o maior equilíbrio entre oferta e demanda impulsionam as cotações dos metais industriais nesta manhã. À exceção do níquel, que permanece estável, as demais commodities metálicas operam em alta na LME (London Metals Exchange), com destaque para o alumínio, o zinco e o cobre, que sobem mais de 1%.
Ratings soberanos
Em meio a todas as considerações sobre a economia, as especulações em torno do rating soberano dos Estados Unidos continuam. Em conferência no Japão, o diretor da Moody’s, Pierre Cailleteau, afirmou que o triplo A do governo norte-americano “está seguro”.
Contudo, a agência de classificação de risco afirma que a dívida pública crescente do país e as discussões acerca da capacidade do dólar de manter-se como a principal divisa internacional são dois riscos que devem ser considerados.
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Brasil
Na cena doméstica, a inflação fica em foco, com a divulgação do IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 22 de junho, que marcou alta de 0,20% nos preços, e do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao segundo decêndio de junho, que apontou inflação de 0,07%.
A esfera corporativa também ganha destaque, devido às especulações sobre uma possível retomada da oferta da Vale pela Xtrata, após o fracasso das negociações da última com a Anglo American. Ainda no campo das fusões e aquisições, o Banco do Brasil anunciou a suspensão das negociações de compra do Banestes.