Indicadores surpreendem positivamente e bolsas dos EUA fecham em leve alta

O Relatório de Emprego mostrou a abertura de 151 mil novos postos, enquanto eram esperados 60 mil; crédito ao consumidor avançou

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SÃO PAULO – Após uma sessão de volatilidade, as bolsas norte-americanas terminaram esta sexta-feira (5) em leve alta. Dados positivos sobre o mercado de trabalho e a disponibilidade de crédito dividiram espaço com resultados trimestrais mistos durante o pregão.

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em leve alta de 0,39% a 1.226 pontos, acumulando no ano forte alta de 9,93%. O Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, encerrou o pregão em leve valorização de 0,08% atingindo 11.444 pontos e subindo 9,74% no ano, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou alta de 0,06% chegando a 2.579 pontos e acumulando no ano forte alta de 13,65%.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 S&P 500 +0,39 1.226 +5,68 +9,93 
 Dow Jones +0,08 11.444 +4,34 +9,74 
 Nasdaq +0,06 2.579 +8,33 +13,65 

Agenda
O mercado de trabalho trouxe boas notícias logo no início da sessão. Bastante acima das projeções, o Relatório de Emprego, divulgado pelo Departamento de Trabalho, mostrou a abertura de 151 mil novos postos de trabalho na comparação entre outubro e setembro. Vale lembrar que no mês anterior foram fechadas 41 mil vagas de emprego, segundo dados revisados.

A taxa de desemprego, por sua vez, permaneceu estável em 9,6%, em linha com as expectativas do mercado. Já a média de horas trabalhadas por semana (Average Workweek) se apresentou em 34,3 horas, resultado acima das expectativas dos analistas e do resultado de setembro. Para o presidente do país, Barack Obama, o relatório foi encorajador, mas a criação de vagas ainda é insuficiente.

Já o crédito concedido ao consumidor norte-americano aumentou US$ 2,1 bilhões na passagem de agosto a setembro. O resultado veio melhor do que indicavam as projeções, de queda de US$ 3,5 bilhões no período. Foi a primeira vez em oito meses que a base de crédito ao consumidor nos EUA se elevou.

Resultados e outros destaques
O setor financeiro ficou na ponta positiva do Dow Jones, ainda repercutindo a notícia de que o Federal Reserve deve permitir que grandes bancos elevem seus pagamentos de dividendos. Os papéis do JP Morgan e Bank of America subiram 2,86% e 1,9%, nesta ordem.

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Também em destaque, o presidente da Starbucks (+3,76%), Howard Schultz, disse a investidores que a companhia deve romper o acordo para usar a Kraft Foods (-2,23%) como distribuidora de seus produtos. Ambas as empresas reportaram seus números trimestrais nesta manhã. Enquanto a primeira teve lucro líquido de US$ 2,879 milhões, com receita de US$ 2,84 bilhões – números superiores ao trimestre anterior -, a segunda obteve ganhos abaixo do projetado pelo mercado.

Os resultados trimestrais seguiram dividindo o mercado. A AIG reportou prejuízo total de US$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre, por conta de encargos e perdas de vendas de ativos. A queda foi significativa em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a seguradora havia obtido lucro líquido de US$ 455 milhões. Os papéis subiram 1,94%.

O RBS viu seus papéis despencarem após divulgar seu balanço. O banco escocês, que tem ADRs (American Depositary Receipts) negociados em Nova York, registrou perdas na casa de £ 1,38 bilhão no período, porém o revés foi inferior ao obtido no mesmo período de 2009, quando o prejuízo foi de £ 2,08 bilhões. Os ADRs despencaram 4,73%.