Indicadores nos EUA trazem surpresa positiva e dólar comercial passa a cair

Confiança do consumidor norte-americano ficou acima do esperado em agosto; S&P Case-Shiller também superou projeções

Publicidade

SÃO PAULO –  Dados melhores que o esperado sobre a economia dos EUA superaram as projeções de analistas, levando o dólar a inverter a trajetória da abertura dos negócios e operar no campo negativo no começo desta tarde. Há pouco, a moeda norte-americana registrava queda de 0,34%, negociada por R$ 1,754 na venda.

Com os temores sobre a sustentabilidade da recuperação econômica global ofuscados por dados acima do esperado na maior economia do globo, investidores assumem posições mais arriscadas nesta terça-feira, em detrimento do dólar, que passa a ser menos procurada frente ao clima mais ameno.

Economia norte-americana
Na agenda dos EUA, o Consumer Confidence, que mede o nível da confiança do consumidor norte-americano, ficou acima do esperado em agosto ao marcar 53,5 pontos. O indicador também mostra sinais de melhora em comparação com o mês de julho, cujo resultado foi revisado para 51 pontos.

Por sua vez, o S&P Case-Shiller indicou alta de 4,23% dos preços dos imóveis norte-americanos em junho, alta maior que a esperada por analistas (3,1%).

Já o Chicago PMI (Purchasing Managers Index), que mede o nível de atividade industrial na região, decepcionou ao atingir 56,7 pontos em agosto, número inferior às projeções do mercado, que apontavam 57 pontos. Os dados foram divulgados nesta manhã pela Chicago Purchasing Managers Association.

Ainda nos Estados Unidos, investidores deverão voltar-se para a ata da última reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), realizada em 10 de agosto. O documento será divulgado às 15h00, sendo acompanhado com atenção por poder trazer sinalizações sobre os próximos passos da política monetária do país.

Continua depois da publicidade

Brasil
No front doméstico, o primeiro dia de reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) é destaque na agenda. A expectativa dos investidores se divide entre a manutenção do juro básico em 10,75% ao ano e elevação de 50 pontos-base. A decisão será divulgada apenas na próxima sessão, quando termina o encontro.

Ainda nesta sessão, destaque para a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta manhã, que mostrou alta de 0,4% da atividade industrial na passagem de junho para julho deste ano, o primeiro avanço após três meses de queda.

Dólar valorizado
Em seminário promovido pela FGV na última segunda-feira (30), o ministro da Fazenda Guido Mantega disse acreditar em uma valorização do dólar nos próximos meses por conta do aumento do déficit externo no Brasil.

Continua depois da publicidade

Entretanto, o ministro afirmou que a piora no resultado das contas externas do país deve ser “passageira” e é resultado, notadamente, do forte aumento da remessa de dólares que empresas multinacionais instaladas no país enviaram para o exterior.

Dólar futuro na BM&F também opera em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro está sendo cotado a R$ 1.757, baixa de 0,23% em relação ao fechamento de R$ 1.761 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, opera em baixa de 0,42%, atingindo R$ 1.765 frente a R$ 1.772 do fechamento de segunda-feira.