Indicadores nos EUA levam Ibovespa a melhorar humor e operar em alta

Atividade industrial de Chicago e confiança dos norte-americanos surpreendem; análise mais apurada do PIB traz bons sinais

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SÃO PAULO – Após uma abertura em queda, o principal benchmark da BM&F Bovespa reverte o mau humor deflagrado nos mercado internacionais na manhã desta sexta-feira (30) e opera em alta de 0,90%, com o Ibovespa registrando 67.555 pontos. 

Dentre as principais razões que alteraram os ânimos dos mercados, tanto aqui quanto lá fora, estão os indicadores divulgados nos EUA e uma análise mais apurada da expansão da economia norte-americana.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Lojas Renner ON (LREN3, R$ 57,46, +5,47%),  BRF Foods ON (BRFS3, R$ 24,63, +4,81%),  Telemar ON (TNLP3, R$ 33,63, +3,92%),  Cesp PNB (CESP6, R$ 27,28, +3,49%) e JBS ON (JBSS3, R$ 8,82, +3,04%). 

Indicadores surpreendem
A atividade industrial na região de Chicago ficou acima do esperado pelo mercado em julho, de acordo com os dados divulgados pela Chicago Purchasing Managers Association. No período, o Chicago PMI (Purchasing Managers Index) atingiu 62,3 pontos, superior às projeções do mercado, que apontavam 56,3 pontos.

Do mesmo modo, a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan ficou acima do esperado em julho. O Michigan Sentiment apontou 67,8 pontos, resultado superior às expectativas do mercado, que indicavam 67,5 pontos.

Analisando melhor, números animam
Além dos bons números, os investidores parecem digerir melhor a divulgação do desempenho da maior economia do mundo que, a despeito de mostrar-se 0,1 ponto percentual inferior às projeções, trouxe alguns dados que minimizam os temores com relação à sustentabilidade da recuperação do país.

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Neste sentido, a equipe da LCA Consultores chama a atenção para um dado interessante por trás destes números negativos: “excluídas as contribuições do setor externo e da variação de estoques (ou seja, a demanda interna), o PIB dos EUA registrou aceleração vigorosa, de um crescimento anualizado de 1,4% no 1º trimestre para uma alta igualmente anualizada de 4% no 2º trimestre (o melhor desempenho da demanda interna norte-americana desde o 1º trimestre de 2006)”.