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SÃO PAULO – Pressionados por novas medidas de restrição ao crédito na China e a sempre presente insegurança com a Europa, os mercados de ações voltam a operar em queda nesta sexta-feira (14), cuja trajetória deverá ainda ser testada pela importante agenda de indicadores.
No entanto, quem mexe com os mercados de modo mais decisivo nesta sessão é a autoridade monetária chinesa, que anunciou nova rodada de medidas macroprudenciais, apontadas como nova fronteira para a gestão de política monetária em países emergentes.
Após o fechamento negativo dos principais índices de ações na Ásia, o PBoC (Banco Popular da China) anunciou há pouco que vai elevar a exigência de reservas dos bancos em 0,50 ponto percentual. A medida visa combater a inflação ao limitar a capacidade dos bancos em ofertar crédito.
Refletindo o anúncio, os principais índices de ações na Europa intensificam seu desempenho negativo, ao passo em que os mercados futuros em Wall Street marcam instabilidade, à espera de dados de peso, como as vendas no varejo, preços ao consumidor e produção industrial.
Sem empolgação
“O cenário europeu melhorou esta semana, mas as incertezas ainda são elevadas”, apontou a equipe da corretora Ágora, em relatório, fazendo coro ao clima de desconfiança, reforçado por declarações nada amistosas do número três do FMI (Fundo Monetário Internacional) – Naoyuki Shinohara – sobre a situação fiscal do continente.
“As questões fiscais permanecem no foco, com o FMI questionando a sustentação da posição fiscal da Zona do Euro”, apontou o economista Paul Donovan, do UBS.
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“O alívio de curto prazo não muda o desafiador cenário no médio prazo”, alertou Kasper Kirkegaard, analista do Danske Bank. “Ainda é mais do que questionável se os atuais custos de captação são consistentes com um desenvolvimento estável na relação dívida/PIB”, acrescentou.
Completando o cenário europeu desta sessão, a inflação anual ao consumidor na Zona do Euro atingiu 2,2%, de acordo com a agência oficial de estatística da Comissão Europeia – Eurostat. Os dados estão em linha com as expectativas do mercado.
Aversão ao risco
“Nós acreditamos que [em 2011] a aversão ao risco continuará na ordem do dia, com os investidores devendo aumentar gradualmente seu apetite por risco durante mercados em expansão e estáveis, mas recuando dramaticamente em meio a declínios”, apontou Greggory Warren, analista da Morningstar.
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Nova temporada
Conferindo cada vez mais atenção ao cenário corporativo, os investidores avaliam o desempenho trimestral da fabricante de microprocessadores Intel, que viu seu lucro crescer 48% no período, potencializando o desempenho do setor de tecnologia em escala global.
“2010 foi o melhor ano da história para a Intel. Acreditamos que 2011 será melhor”, afirmou o CEO (Chief Executive Officer) Paul Otellini.
Também dando início à sequência de resultados de bancos nos EUA, o JPMorgan Chase deverá apresentar seus dados antes do início do pregão em Nova York, com expectativas de lucro líquido de US$ 0,99 por ação.
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Internamente, a Petrobras volta a mexer com as expectativas do mercado, que espera pelo anúncio das estimativas de reservas comprovadas de petróleo.