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SÃO PAULO – O indicador de risco-País registrou alta de 9 pontos-base, atingindo 247 pontos nesta quarta-feira (23). Os investidores voltaram a demonstrar apreensão com a deterioração da economia global após a divulgação de indicadores econômicos decepcionantes, como o PMI (Purchasing Managers’ Index) prévio desse mês mostrando que a atividade industrial tanto da Zona do Euro quanto da China estão contraindo.
A Grécia também manteve-se no radar do mercado, com o banco central local alertando que o país enfrenta o risco de uma saída desordenada da Zona do Euro e pediu que onovo governo de coalizão grego acelere o ritmo das reformas econômicas. Em seu relatório prévio de política monetária para 2011, a autoridade afirmou que o mais recente pacote de ajuda ao país representa a última chance para o país cumprir seu programa de reformas.
Agenda norte-americana
Enquanto isso, nos Estados Unidos, a agência de classificação de risco Moody’s reiterou como AAA a nota atribuída à dívida pública do país, mas alertou que “coloca perspectiva negativa da classificação do país por causa da necessidade de maior redução do déficit para reverter o atual quadro de aumento da dívida do país”.
Os investidores acompanharam ainda a agenda repleta de indicadores econômicos nos Estados Unidos. O núcleo do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures) registrou leve avanço de 0,1% no mês de outubro, em linha com as estimativas do mercado.
O número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria em outubro, mensurado pelo Durable Good Orders, exibiu recuo de 0,7% no referido mês, frente à projeção de queda de 0,9%. Já o número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana registrou 393 mil novos pedidos, pior do que as expectativas de 391 mil solicitações. Ainda por lá, a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan, veio ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado, apontando 64,1 pontos em novembro.
Front interno
Por aqui, os investidores digeriram novos dados de inflação. O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 22 de novembro marcou taxa positiva de 0,43%, segundo dados divulgados pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), 0,05 ponto percentual maior que o registrado na última medição.
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Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA) do mês de novembro, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apresentou resultado de 0,46%, aceleração de 0,04 ponto percentual em relação ao mês anterior. Ainda por aqui, o Banco Central revelou o fluxo cambial até a terceira semana de novembro, terminada na sexta-feira (18), registrou saldo positivo de US$ 1,207 bilhão.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,13% na noite desta quarta-feira, cotado a 130,43 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 247 pontos-base.
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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.