Indicadores dos EUA e preocupações com a China levam a queda do petróleo

Dados do mercado imobiliário norte-americano e retração da oferta de crédito no país asiático pressionaram preços nesta sessão

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SÃO PAULO – As cotações de petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (26), após dados do setor imobiliário norte-americano e notícias da China aumentarem as preocupações com as perspectivas da demanda internacional pela commodity. 

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 73,29 na sessão, com queda de 0,54% em relação ao último fechamento. Em Nova York, o contrato com vencimento em fevereiro, que apresenta maior liquidez, caiu 0,94%, terminando a sessão cotado a US$ 74,71.

Indicadores
A confiança do consumidor norte-americano, medida pela Conference Board, ficou acima do esperado no mês de janeiro, apontando 55,9 pontos, enquanto o consenso do mercado indicava 53,5 pontos. Vale ressaltar que o indicador mostra sinais de melhora em comparação com o mês de dezembro, cujo resultado foi revisado de 52,9 pontos para 53,6 pontos. 

O indicador trouxe trouxe algum suporte para as cotações nesta terça-feira, contrabalanceando o Home Price Index, divulgado durante o dia. Os preços dos imóveis norte-americanos caíram 5,32% em novembro de 2009 frente a igual período de 2008. O recuo no indicador foi maior do que as expectativas de mercado, que giravam em torno de 5,00% para o período.

China
Porém, o Consumer Confidence não foi capaz de equilibrar o impacto negativo da notícia de que os bancos já começaram a reduzir a oferta de crédito na China, medida que poderá reduzir o ritmo de crescimento do país, o segundo maior consumidor internacional de petróleo.

Durante o dia, a mídia internacional apontou que o People’s Bank of China obrigou o China Citic Bank e o Industrial & Commercial Bank os China – dois dos maiores bancos do país – a elevarem em 0,5 ponto percentual a taxa de reservas. 

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Dólar
Paralelamente, a commodity recebeu pressão extra da cotação do dólar, que registrou avanço frente às principais divisas internacionais, reduzindo a atratividade do petróleo como alternativa de investimento.