Indicadores decepcionam e bolsas europeias encerram em queda

PMI da Zona do Euro veio abaixo do esperado, mas aprovação do pacote de ajuda na Alemanha contribuiu para amenizar perdas

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SÃO PAULO – As bolsas europeias encerraram mais uma vez no campo negativo nesta sexta-feira (21), em uma semana bastante negativa para o mercado, em que o índice Stoxx 600 recuou para o menor nível em seis meses. Indicadores econômicos decepcionantes contribuíram para o recuo, embora os índices tenham amenizado perdas ao final do pregão, após o parlamento alemão aprovar pacote de resgate.

A Câmara Baixa do país aprovou o pacote de ajuda proposto pela União Europeia e o FMI (Fundo Monetário Internacional) para auxiliar países a conter seus altos déficits fiscais e proteger o euro. A ideia aceita pela Bundestag é levantar um total de € 750 bilhões em toda a Europa para financiar as dívidas públicas da região. Somente a Alemanha deve contribuir com € 148 bilhões do total.

% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 CAC 40 -0,05 3.431 -13,75 -12,84 
 FTSE 100 -0,20 5.063 -11,54 -6,47 
 DAX 30 -0,66 5.829 -6,44 -2,15 
 SMI -0,89 6.207 -8,92 -5,18 

Algumas bolsas escaparam da trajetória de queda predominante, como a espanhola (+1,48%), a italiana (1,32%) e a sueca (+0,62%).

Ações em destaque
Em Londres, a BP foi destaque de queda ao recuar 4,18%. As ações respondem ao vazamento de óleo no Golfo do México e o anúncio do governo norte-americano de que a companhia pode ter escondido informações das agências competentes.

Em Frankfurt, a K+S encerrou em queda de 1,61%, o menor fechamento desde novembro. A empresa teve recomendação rebaixada de “outperform” (acima da média do mercado) para “underperform” (abaixo da média do mercado) pela CA Cheuvreux.

Mineradoras sobem
Por outro lado, em resposta à forte correção recente nas bolsas europeias, os papéis de empresas que foram bastante afetadas pelas quedas valorizaram-se nesta sessão, como Xstrata (+6,36%), Fresnillo (+4,29%), Rio Tinto (+3,45%) e BHP Billiton (+2,77%).

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Reforma do sistema financeiro
Além disso, O Senado norte-americano aprovou a reforma do setor financeiro. A proposta prevê a criação de um órgão de defesa do consumidor, ligado ao Federal Reserve, e restringe o resgate de instituições financeiras com a utilização de dinheiro público.

Além disso, institui uma regulação mais rígida das operações com derivativos ligados a hipotecas, tidos como um dos causadores da crise de 2008 e 2009.

Na Europa, os bancos receberam bem a notícia. Em Paris, Crédit Agricole (+2,07%), Société Générale (+1,75%) e BNP Paribas (+0,88%) encerraram em alta, assim como o Barclays (+3,78%), em Londres, e o Deutsche Bank (+1,5%) em Frankfurt.

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Indicadores decepcionam
O PMI (Purchasing Managers Index) da Zona do Euro recuou para 56,2 pontos em maio, aquém dos 57,3 pontos de abril e do previsto por analistas. No entanto, vale ressaltar que qualquer patamar acima dos 50 pontos indica expansão da manufatura no período.

Já a confiança do empresário alemão apresentou queda em abril, para 101,5 pontos, segundo o instituto Ifo. Era esperada uma elevação para 101,9 pontos.

Por outro lado, a economia alemã expandiu 0,2% no primeiro trimestre ante o anterior, impulsionado pelas exportações e pelos gastos públicos, mostraram dados divulgados pela Wiesbaden, agência federal de estatísticas do país. As exportações subiram 2,6% na mesma base de comparação, enquanto os gastos governamentais avançaram 1,1%. Entretanto, o consumo reduziu-se em 0,8% e os gastos com construção diminuíram 3,8%.