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SÃO PAULO – Em um dia de indicadores preocupantes vindos tanto da economia chinesa quanto da norte-americana, a terça-feira (29) é de forte aversão ao risco entre os investidores, o que acaba por repercutir em trajetórias de queda às principais bolsas no mundo.
A confiança do consumidor dos EUA ficou bem abaixo do esperado em junho. Já na China, o Leading Indicators, compêndio de alguns dos principais dados econômicos do país, apontou tímida alta de 0,3% em abril, ante o resultado apontado anteriormente de forte expansão de 1,7%. Para completar, a taxa de desemprego no Japão subiu pelo terceiro mês seguido em maio.
Por aqui, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) apontou inflação de 0,85% neste mês de junho, após ter registrado variação de 1,19% em maio. Já o governo central – que inclui Banco Central, Tesouro Nacional e Previdência Social – apresentou um déficit primário de R$ 509,7 milhões no quinto mês do ano.
Treasuries e petróleo
A aversão ao risco nas bolsas provoca forte alta na trajetória do preço dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano, ativos reconhecidos por seu perfil mais seguro cujo rendimento, com isso, trilha forte queda. O risco-País também reage e sobe 7 pontos, a 245 pontos.
No mercado de commodities, o dia também é forte queda nas cotações, sobretudo em função dos temores de uma menor demanda chinesa. O petróleo segue a tendência e também cai nesta tarde: em Nova York, o barril é negociado a US$ 75,21, expressiva desvalorização de 3,07%.
Câmbio e renda fixa
O dólar comercial segue a tendência de alta da divisa lá fora e mantém trajetória ascendente desde o começo das negociações, sendo cotado a R$ 1,806 – uma valorização de 1,29% em relação ao último pregão.
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Por sua vez, o mercado de juros futuros na BM&F Bovespa trilha tendência oposta, com os contratos marcando queda, em função tanto dos números do IGP-M quanto do frágil cenário externo, que poderá significar um aperto monetário menor que o esperado por aqui.
Ibovespa em baixa
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta forte baixa de 3,23% nesta tarde e atinge 62.149 pontos. O volume financeiro é de R$ 4,040 bilhões.
O principal destaque negativo fica com as ações preferenciais da Bradespar (BRAP4), que registram desvalorização de 6,12% e são cotadas a R$ 33,61. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -11,64%.
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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| BRAP4 | Bradespar PN | 33,61 | -6,12 | -11,64 | 17,07M |
| OGXP3 | OGX Petróleo ON | 17,18 | -5,97 | +0,47 | 142,23M |
| MMXM3 | MMX Miner ON | 10,94 | -5,69 | +9,23 | 41,39M |
| GOAU4 | Gerdau Met PN | 29,68 | -5,63 | -14,57 | 22,45M |
| GFSA3 | Gafisa ON | 10,84 | -5,57 | -22,44 | 22,51M |
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
| Cód. | Ativo | Cot R$ | % Dia | % Ano | Vol1 |
|---|---|---|---|---|---|
| SBSP3 | Sabesp ON | 37,70 | +2,86 | +10,20 | 23,80M |
| TCSL3 | TIM Part ON | 7,45 | +1,64 | +4,20 | 2,43M |
| CPLE6 | Copel PNB | 36,20 | +1,26 | -1,40 | 24,73M |
| PCAR5 | Pao de Açucar PNA | 62,83 | +0,85 | -2,56 | 33,65M |
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)