Indicadores chineses e dos EUA elevam aversão ao risco e trazem queda às bolsas

Desaceleração chinesa preocupa e pesa também sobre commodities; dólar reverte movimento e opera em alta

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SÃO PAULO – Em dia de tantas referências de peso, com importantes indicadores norte-americanos e balanços corporativos, são números vindos da China que acabam por definir a trajetória das bolsas nesta quinta-feira (15) no campo negativo.

A produção chinesa de aço bruto registrou em julho seu menor nível em quatro meses. Já o PIB (Produto Interno Bruto) do país marcou avanço de 10,3% no segundo trimestre do ano, abaixo dos 10,5% esperados pelo mercado e dos 11,9% registrados no primeiro trimestre.

Em Wall Street, o JPMorgan Chase registrou alta de 76% em seu lucro líquido no segundo trimestre deste ano frente a 2009, superando estimativas. Do lado da agenda, a atividade industrial na região de Nova York mostrou-se bem menor que o esperado em julho, o índice de preços ao produtor recuou mais que o previsto em junho e o Initial Claims revelou um número de pedidos de auxílio-desemprego abaixo das projeções.

Treasuries e petróleo
Com o clima de maior aversão ao risco nas bolsas, o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano opera em queda, o que demonstra tendência de alta no preço. Já o risco-país mostra alta de 6 pontos frente ao fechamento da última sessão, a 227 pontos.

No mercado de commodities, preocupações quanto a uma menor demanda pelos produtos frente à desaceleração da economia chinesa traz trajetória de queda às cotações. O petróleo não é exceção, cotado a US$ US$ 75,98 cada em Nova York, um recuo de 1,03%.

Câmbio e renda fixa
Após uma abertura no campo negativo, o dólar comercial reverte sua trajetória, também influenciado pelo clima de menor apetite ao risco, e passa a operar em alta. Nesta tarde, a moeda é cotada a R$ 1,770, valorização de 0,74%.

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Por sua vez, o mercado de juros futuros segue tendência oposta, com as taxas dos contratos de DI futuro operando predominantemente em queda na BM&F Bovespa, na percepção de que a fragilidade externa possa trazer um menor aperto monetário no Brasil. Os recentes dados da economia brasileira, com destaque ao índice de atividade de maio publicado na véspera pelo BaCen, corroboram esta percepção.

Ibovespa em queda
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta baixa de 0,72% nesta tarde e atinge 63.022 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,231 bilhões.

O principal destaque negativo fica com as ações ordinárias da Redecard (RDCD3), que registram desvalorização de 3,39% e são cotadas a R$ 26,81. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -4,08%.

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 As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 RDCD3 Redecard ON 26,81 -3,39 -4,08 14,68M
 BRAP4 Bradespar PN 32,03 -2,73 -15,79 9,20M
 CSNA3 Sid Nacional ON 26,22 -2,71 -3,27 60,43M
 USIM3 Usiminas ON 48,50 -2,71 -2,94 21,12M
 VIVO4 Vivo Part PN 46,41 -2,32 -11,09 13,60M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 PDGR3 PDG Realty ON 18,03 +3,32 +5,34 106,94M
 MRVE3 MRV ON 14,96 +3,17 +7,91 50,56M
 GOLL4 Gol PN N2 23,93 +2,40 -5,27 14,62M
 TAMM4 TAM PN N2 28,71 +2,35 -20,61 15,22M
 RSID3 Rossi Resid ON 15,47 +2,11 +2,67 18,90M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)