Indicadores animam mercado e risco-País volta a fechar em queda

Indicador cai para 200 pontos; dados da economia norte-americana e europeia revelam números melhores que o esperado

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta quarta-feira (4) em queda de cinco pontos-base, atingindo 200 pontos. O movimento do indicador contrariou a tendência de alta vista na véspera, repercutindo as agendas de indicadores norte-americana e europeia, que voltaram a trazer otimismo aos mercados.

Visto como uma prévia do Relatório de Emprego a ser reportado na sexta-feira, o ADP Employment Report apontou a criação de 42 mil postos de trabalho em julho, acima dos 25 mil esperados pelo mercado. Mantendo o viés positivo, o setor de serviços nos EUA marcou desempenho de 54,3 pontos entre junho e julho, acima das previsões dos analistas, que giravam em torno de 53 pontos. O patamar também ficou acima dos 53,8 pontos auferidos na última medição.

Na Europa, o PMI da Zona do Euro mostrou uma alta de 56 pontos para 56,7 pontos entre junho e julho. Além dos dados da atividade manufatureira, a região recebeu também os números das vendas ao varejo, que subiram 0,4% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. As informações da Eurostat superam as estimativas dos analistas, de alta de 0,2% na base anual.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,25% na noite desta quarta-feira, cotado a 137,10 centavos de dólar. 

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 200 pontos-base.

Confira abaixo as cotações dos principais ativos da dívida externa brasileira:

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 Ativo Último Fech. Anterior Var %
 Global 40 137,10 136,75 +0,25

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.