Análise gráfica

Indicador técnico do Bitcoin ameaça alta de longo prazo e pode confirmar bear market; entenda

Última vez que o indicador entrou em território de baixa foi em julho de 2018

Por  CoinDesk

A tendência de alta de longo prazo do Bitcoin (BTC) corre o risco de ser invalidada por gráficos técnicos por conta da pressão de fatores macroeconômicos para venda da criptomoeda.

O indicador Média Móvel Convergente e Divergente (MACD, na sigla em inglês) do Bitcoin caiu para abaixo de zero, em sinal de venda e indicando uma mudança da tendência de alta (bullish) para baixa (bearish) ao considerar o gráfico de preço de longo prazo.

“Existe um sinal de venda no MACD mensal, ainda não confirmado, que comprovaria o viés de baixa caso seja confirmado com uma perda de suporte [em US$ 37.400]”, afirmou em nota a fundadora e sócia da Fairlead Strategies, Katie Stockton.

Até o fechamento da matéria, o Bitcoin era negociado a menos de US$ 37.400, em vias de perder o suporte do começo do mês. Para confirmar o sinal de venda, o MACD deve permanecer negativo após as 23:59 de hoje.

A última vez que o MACD mensal entrou em território de baixa foi em julho de 2018. Na época, a criptomoeda despencou mais de 50%, alcançando US$ 3.500 nos meses seguintes após ter atingido o topo histórico de US$ 20 mil.

Dito isso, indicadores como o MACD se baseiam em médias móveis históricas e são menos confiáveis do que fatores macroeconômicos ou fundamentalistas. Coincidentemente, até agora, os fatores macro parecem apontar para uma tendência de queda.

Aperto global

O Bitcoin encara seu terceiro mês de perdas, intensificando a preocupação com um aperto global de políticas monetárias. Negociada a US$ 36.960, a criptomoeda com maior valor de mercado registra queda de 20% em janeiro. Dados da CoinDesk mostram queda de 7% em novembro e 19% em dezembro.

“A correlação é impulsionada por fatores macroeconômicos, especificamente os aumentos esperados de taxas e o aperto de liquidez do Fed. A correlação dos últimos dois meses entre o BTC e o S&P 500 era praticamente zero no fim de 2017. Agora, está mais de 65%”, escreveu a chefe de insights de mercado da Genesis Global Trading, Noelle Acheson, em uma postagem do LinkedIn.

Na última quarta-feira (26), o Fed abriu caminho para retiradas rápidas de estímulo. Desde então, vários bancos de Wall Street, incluindo o Goldman Sachs, definiram cinco aumentos de taxas de 25 pontos-base para este ano. Em março, o mercado conta com uma elevação de 25 pontos-base. Na sexta-feira (28), o presidente da distrital do Fed em Atlanta, Raphael Bostic, afirmou ao Financial Times que o banco central pode surpreender com uma subida de 50 pontos-base em março.

Há especulações de que outros bancos centrais podem seguir o Fed, complicando a situação do Bitcoin e de outros ativos de risco.

Com pressão para aumento global de preços, os bancos centrais podem retaliar com aumento de taxas para socorrer suas moedas nacionais frente ao dólar. Uma moeda forte reduz os preços de importação, ajudando a manter a inflação sob controle.

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