Indicador de risco-País tem quarta queda consecutiva, com bolsas em alta

Agenda de indicadores dos Estados Unidos e da Europa traz ânimo e diminui procura dos investidores por segurança

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou esta sexta-feira (29) em queda de cinco pontos-base, aos 168 pontos, refletindo o clima positivo nos principais mercados internacionais, com indicadores econômicos positivos tanto nos EUA quanto na Europa, o que diminuiu a procura dos investidores pela segurança dos títulos públicos.

Nos Estados Unidos, o investidor avaliou o núcleo do PCE (Personal Consumption Expenditures), uma das principais medidas de inflação para o consumidor acompanhada pelo Federal Reserve, que apontou alta de 0,1%, em linha com as expectativas em março. Já o custo da mão de obra ficou acima do projetado no 1T11 enquanto a confiança do consumidor referente a abril também surpreendeu.

Europa
No cenário europeu, o destaque fica por conta do CPI (Índice de Preços ao Consumidor, na sigla em inglês) na Zona do Euro, que em abril foi de 2,8% ao ano, aumento de 0,1 ponto percentual na passagem mensal.

Segundo a Eurostat, agência oficial de estatística da Comissão Européia, a taxa de desemprego na Zona do Euro em março foi de 9,9%, estável em relação ao apurado em fevereiro. No mesmo período do ano passado, a taxa era de 10,1%.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou na noite dessa sexta-feira em alta de 0,04%, cotado a 135,31 centavos de dólar. Vale mencionar que no fechamento semanal o título registrou alta de 0,33%.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 168 pontos-base.

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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.