Indicador de risco-País sofre alta de sete pontos e marca sexta valorização seguida

Investidores seguem repercutindo negativamente a crise fiscal na Europa; Moody's rebaixa rating soberano da Irlanda

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País fechou a sessão desta sexta-feira (17) em forte alta de sete pontos-base, aos 193 pontos. Com esta performance, a variação na semana foi positiva em 29 pontos.

Os investidores seguem cautelosos em relação à crise fiscal na Europa, exigindo um prêmio maior para investir em mercados emergentes ou de regiões em eminência de crise. Nesta sexta, os mercados europeus recuaram depois que a Moody’s cortou o rating irlandês em cinco níveis e colocou a nota do país perspectiva negativa, após também ter colocado em revisão as notas da Espanha e da Grécia ao longo da semana.

Além disso, nos EUA, a extensão do corte de impostos por dois anos – que totaliza US$ 858 bilhões – foi aprovada pela Câmara dos Representantes e pelo presidente Barack Obama. As medidas contemplam diversos pontos que foram acordados entre o próprio presidente e o partido Republicano, tais como a extensão do seguro desemprego por 13 meses, o corte de dois pontos percentuais sobre impostos nos salários por dois anos e a volta do imposto de 35% para as propriedades cujo valor supera os US$ 5 milhões.

Na agenda, destaque para o resultado levemente abaixo do esperado do Leading Indicators de novembro, indicador que pondera diversos índices já divulgados no país, como pedido de auxílio-desemprego, custo de mão de obra e permissões para construção.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em alta de 0,38% na noite desta sexta-feira, cotado a 133,65 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 193 pontos-base.

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O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.