Indicador de risco-País fecha o quinto dia consecutivo com alta

Investidores externos assimilam os anúncios do Ministério da Fazenda, e vendem mais títulos globais no front internacional

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SÃO PAULO – O indicador de risco-País encerrou a sessão desta quinta-feira (16) em nova alta, de expressivos 13 pontos-base, indo para 183 pontos. Vale lembrar que, na véspera, o risco-País já havia subido 10 pontos-base. Este foi o quinto pregão consecutivo de alta do indicador.

Os investidores externos têm vendido mais títulos da série de emissões externas do Brasil – os Globais – enquanto assimilam os anúncios do Ministério da Fazenda, com desoneração do financiamento privado para projetos de infraestrutura, desenvolvimento do mercado de títulos privados de longo prazo, estímulo à recuperação de crédito rural e crédito pessoal e incentivo à securitização de créditos imobiliários.

Além disso, os investidores repercutiram também a ata da última reunião do Copom, que enfatizou a preocupação com a inflação e deu fortes sinais de que a autoridade irá elevar a Selic no próximo ano, sem, contudo, explicitar quando, já que o comitê também chamou atenção para a necessidade de se observar os efeitos das medidas macroprudenciais recentemente adotadas.

Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 1,37% na noite desta quinta-feira, cotado a 133,15 centavos de dólar.

Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 183 pontos-base.

O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.

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Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.

Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.