Publicidade
SÃO PAULO – A Fator Corretora revisou em relatório divulgado nesta segunda-feira (20) sua recomendação aos papéis da Rodobens (RDNI3) de atraente para compra. De acordo com os critérios de análise da Fator, em uma recomendação de compra é esperado que o retorno total da ação seja significativamente superior à variação do Ibovespa.
Os analistas Eduardo Silveira e René Brandt ressaltaram em relatório que, após a incorporação dos resultados da empresa no segundo trimestre deste ano, o preço-alvo da corretora para os papéis da companhia passou de R$ 28,00 ao final de 2010 para R$ 31,00 em junho de 2011, calculado através do FCD (Fluxo de Caixa Descontado) à taxa nominal de 14,5% ao ano, e crescimento nominal de 5% ao ano, na perpetuidade.
Cabe mencionar que o novo preço-alvo estabelecido pela Fator representa um potencial de valorização de 84,5% aos papéis da Rodobens em relação ao fechamento desta segunda-feira.
Resultados
Dando base às suas premissas, a corretora avaliou o desempenho financeiro da empresa entre abril e junho deste ano. “O resultado do segundo trimestre de 2010 foi bom, com destaque para o crescimento da receita, recuperação da margem bruta, diluição das despesas operacionais e consequente aumento da margem Lajida (relação entre a receita e a geração operacional de caixa)”, destacaram os analistas em relatório.
Além disso, também foram consideradas nas novas projeções da Fator as perspectivas de venda e construção do produto “Moradas”, bem como a previsão de 18 mil unidades lançadas em 2010, 21 mil em 2011 e 25 mil em 2012. Somado a isso, as melhores projeções macroeconômicas também refletem positivamente sobre as perspectivas da corretora.
“A companhia está bem posicionada para se beneficiar do pacote habitacional, com perspectiva de aumento nas vendas contratadas e melhoria no fluxo de caixa em 2010”, revelaram os analistas em relatório. Segundo eles, a relação entre a dívida líquida da empresa e seu patrimônio líquido deve ficar em 86% ao final deste ano, mas cairá gradativamente até chegar em 54% em 2012.