Europa e Ásia

Incertezas sobre Estados Unidos e China pressionam bolsas mundiais

Maior parte das bolsas da Ásia fecharam em queda após dados fracos dos EUA, enquanto dados do mercado imobiliário chinês também desanimaram; Grécia segue no radar europeu

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SÃO PAULO – A maioria dos índices acionários asiáticos fechou em queda nesta segunda-feira após indicadores econômicos fracos levantarem dúvidas sobre se a economia dos Estados Unidos tem crescido, mesmo com as ações norte-americanas em máximas recordes.

Às 7h43 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão recuava 0,46 por cento. O índice japonês Nikkei, no entanto, fechou no azul, após algumas companhias anunciarem medidas para aumentar os retornos a acionistas.

A produção industrial nos EUA caiu inesperadamente pelo quinto mês consecutivo em abril, enquanto a confiança dos consumidores recuou no começo de maio para a mínima em sete meses, segundo dados divulgados na sexta-feira. Vindo na esteira de dados fracos sobre vendas no varejo e inflação ao produtor, os relatórios alimentaram preocupações com a possibilidade de a economia norte-americana quase não estar ganhando ímpeto após registrar um decepcionante crescimento anualizado de 0,2 por cento no período de janeiro a março. Surgiram dúvidas sobre se a economia realmente cresceu no último trimestre.

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“O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA provavelmente será revisado para baixo na próxima atualização para mostrar uma contração. Estimamos que a economia dos EUA teve contração de 0,9 por cento”, disse o chefe do grupo de estratégia de macroeconomia do HSBC em Tóquio, Shuji Shirota.

Apesar disso,  o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disse que a autoridade monetária pode avaliar elevar os juros em junho se a economia estiver forte o suficiente. 

Evans, que em seu discurso argumentou pelo início do aumento dos juros no início de 2016, disse a repórteres que se o Fomc tiver confiança de que a inflação vai subir e que a fraqueza econômica do primeiro trimestre foi temporária, “pode-se imaginar um motivo para aumento dos juros em junho”. “Acho que iremos de reunião em reunião para tomar essa decisão”, disse Evans, que é votante neste ano, após debate em um painel. A próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) será em 16 e 17 de junho.

Na Europa, o dia também é de perdas, com destaque também para os dados da Ásia, em meio à queda da confiança do consumidor em meio a dados que mostraram baixa nos preços de casa na China. 

A Grécia segue no radar. Políticos da Alemanha e de outros países da Europa intensificaram a pressão para que a Grécia acelere as reformas estruturais para obter ajuda financeira adicional de seus credores. “Um terceiro pacote de resgate para Atenas só é possível se as reformas forem implementadas. Nós não podemos só enviar dinheiro para lá”, afirmou o ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, neste domingo, em entrevista ao jornal Bild am Sonntag.

O governo grego, confrontado com a diminuição das reservas de caixa, tem estado em um impasse há meses com seus credores – o resto da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) – sobre as condições da próxima parcela de um pacote de resgate ? 245 bilhões. A incerteza sobre se a Grécia pode declarar default da sua dívida do setor público em meados deste ano, levando potencialmente a saída do país da zona do euro, tem assustado os investidores e depositantes bancários. Além disso, no primeiro trimestre deste ano, o país entrou novamente em recessão.

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(Com Reuters e Agência Estado)