Incertezas externas pesam e dólar comercial opera em leve alta

Indicadores ruins e resultados corporativos dividem atenção nos EUA; BC oferece três leilões à vista para conter avanço

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SÃO PAULO – O dólar comercial deixa a nítida trajetória de queda observada na abertura e emenda a tarde de quinta-feira (29) em instabilidade, respondendo ao clima de maior aversão ao risco nas bolsas de valores após a divulgação de indicadores econômicos nos EUA.

De acordo com pesquisa divulgada na parte da manhã, o volume de pedidos de bens duráveis encolheu 2,6% em dezembro, desempenho pior do que o esperado por boa parte dos economistas (-2%). No sentido contrário, os estoques de petróleo surpreenderam positivamente, totalizando 588 mil barris na semana.

O cenário corporativo também traz um viés negativo sobre as bolsas européias, com o resultado negativo da Ford e de outras companhias, como Starbucks e Shell. A reunião do Fed e a aprovação do pacote de Obama nos EUA na véspera ajudam a conter o pessimismo externo.

Deflação em janeiro

De acordo com o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercados), o primeiro mês de 2009 foi marcado por uma queda de 0,44% nos preços, a maior deflação dos últimos três anos. Os preços do atacado contribuíram para o resultado, desacelerando forte nessa medição.

Na tentativa de combater a valorização da moeda estrangeira, o Banco Central brasileiro afirmou que irá realizar no começo da tarde três leilões de compra e venda de dólares, o que poderá trazer maior pressão na cotação ao longo do dia. Os negócios serão feitos até 12h30.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 2,2760 na compra e R$ 2,2780 na venda, leve alta de 0,09% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,5000 na venda, representando um ágio de 9,84% em relação ao dólar comercial.