Incerteza quanto aos EUA volta a pesar e bolsas operam em baixa

Briga contra os bônus, números do Talf e menor crescimento para a China são destaque; no Brasil, foco com resultados

Publicidade

SÃO PAULO – O último pregão da semana não reserva grandes indicadores econômicos a serem divulgados tanto nos EUA como no Brasil, mas nada que implique menos importância à sexta-feira (20), já que está marcado para 13h00 o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke.

Em pauta, estão as medidas do Banco Central norte-americano anunciadas no meio da semana, e os últimos números da economia, que mostraram certa recuperação no mês de fevereiro.

Com o feriado no Japão, o foco volta-se para as bolsas da Europa, que neste começo de pregão operam em leve baixa, assim como os contratos futuros dos principais índices norte-americanos.

Todos contra os bônus

Após o episódio da seguradora AIG, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou na quinta-feira (19) uma lei que prevê a taxação em 90% dos bônus dados aos executivos de companhias resgatadas pelo governo no ápice da crise econômica.

A medida, que foi aprovada por 328 membros, segue agora para o Senado norte-americano, onde deve ser sancionada sem maiores problemas, estimam os especialistas do mercado.

Atrás de recursos

Segundo dados do Banco Central de Nova York, os investidores requisitaram mais de US$ 4,7 bilhões na primeira rodada do Talf (Term Asset-Backed Securities Loan Facility).

Continua depois da publicidade

Do montante, US$ 1,9 bilhão foi destinado para empréstimos para comprar títulos lastreados por ativos originados em operações com automóveis e US$ 2,8 bilhões com cartões de crédito.

China em foco

Com o arrefecimento da economia global, inúmeros órgãos estão revisando suas estimativas de crescimento para a China, motor do desenvolvimento econômico nos últimos tempos.

Para Angel Gurría, secretário-geral da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o PIB (Produto Interno Bruto) do país asiático deverá crescer entre 6% e 7% neste ano, praticamente em linha com as projeções do Banco Mundial.

Continua depois da publicidade

E no Brasil…

Por aqui, toda a atenção está voltada para a temporada de resultados corporativos. Para esta sessão, serão divulgados os números da GOL, Positivo, Banco Cruzeiro do Sul, Copel e General Shopping, todos depois do pregão.

Expectativa maior para o desempenho da companhia área, que pode ser beneficiada pelo recuo expressivo do petróleo, e para a performance da fabricante de computadores, que pode ser adquirida pela chinesa Lenovo.