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SÃO PAULO – A inadimplência entre as empresas brasileiras aumentou 8,9% em janeiro, na comparação com dezembro, registrando um comportamento típico de início de ano, quando o faturamento dos negócios costuma ficar abaixo do volume de pagamentos.
Esta alta, porém, não se repete na análise que leva em conta os ajustes sazonais da passagem de ano. Nesta série, a inadimplência empresarial apresenta queda de 6,7% entre o último mês de 2004 e o começo de 2005.
A redução sugere que o aquecimento econômico verificado no Brasil no ano passado ainda reflete nas finanças das empresas, que ampliaram suas receitas nos últimos meses e puderam administrar os fluxos de caixas de maneira mais adequada.
As informações fazem parte do Indicador Serasa de Inadimplência, divulgado mensalmente com base no desempenho de empresas de todo o Brasil.
Títulos protestados são mais freqüentes
De acordo com a pesquisa, a inadimplência das pessoas jurídicas se deve principalmente aos títulos protestados, que responderam por 42,5% do total de pagamentos não efetuados em janeiro. O relatório também mostra, porém, que apesar de ainda possuir a maior representatividade, os títulos protestados vêm perdendo peso no total de inadimplência. Em janeiro de 2004, equivaliam a 46,0% do total; e um ano antes detinham 49,2%.
Na segunda colocação, segundo o Serasa, aparecem os cheques sem fundos, responsáveis por 38,8% da inadimplência empresarial de janeiro, percentual muito próximo aos 38,4% registrados em igual período do ano passado.
O menor peso da inadimplência de pessoas jurídicas no começo de 2004 ficou com as dívidas junto aos bancos, que não passaram de 18,8% do total. Embora representem baixo volume de ocorrência, as dívidas bancárias possuem o valor médio mais alto entre as categorias de inadimplência, com R$ 3,727 mil por empresa.
A dívida média por empresa em atraso com títulos protestados ficou em R$ 1,372 mil em janeiro, enquanto para o caso de cheques sem fundo o valor não passou de R$ 1,194 mil.