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SÃO PAULO – A inadimplência entre as empresas brasileiras no segundo mês do ano subiu 8,9% em relação a fevereiro de 2005. No primeiro bimestre de 2006, também houve alta no indicador, de 12,8%, frente ao mesmo período do ano passado.
Entretanto, no confronto com janeiro, as dívidas em atraso das empresas caíram 12,5%. Os dados fazem parte do Indicador Serasa de Inadimplência – Pessoa Jurídica e foram divulgados nesta quarta-feira (29).
De acordo com os técnicos da Serasa, os pagamentos pontuais das empresas ainda superam, com boa margem, os inadimplentes. Apesar do índice ter subido 8,9% em relação ao ano anterior, deve-se considerar que o crédito para as empresas também cresceu no período, 13,8%, o que significa 4,9 pontos percentuais a mais.
Títulos protestados são os mais freqüentes
A pesquisa mostra que a inadimplência das pessoas jurídicas se deve principalmente aos títulos protestados, que responderam por 40,5% do total de pagamentos não efetuados em fevereiro.
No entanto, apesar da alta representatividade, os títulos protestados vêm perdendo peso no total de inadimplência. Em fevereiro do ano passado, por exemplo, os protestos responderam por 42,1% do total.
Na segunda colocação aparecem os cheques sem fundos, responsáveis por 39,6% da inadimplência empresarial do segundo mês de 2006. Em relação ao índice de fevereiro de 2005 (38,9%), houve alta de 0,7 ponto percentual.
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O menor peso no indicador das pessoas jurídicas ficou com as dívidas junto aos bancos, que representaram 19,9% do total do mês, apesar desta participação estar aumentando. Em fevereiro do ano passado, este tipo de inadimplência tinha representatividade de apenas 19,0%.
Valores das dívidas
Se o peso das dívidas com o sistema financeiro é o menor no total da inadimplência, o mesmo não ocorre em relação aos valores das ocorrências. As dívidas bancárias são as mais “caras” entre as categorias, com valor médio de R$ 3.374,36 por empresa.
Já a dívida média referente a títulos protestados ficou em segundo lugar, com R$ 1.379,24 por empresa. Os cheques sem fundos, por sua vez, atingiram, em média, R$ 1.278,09 por cada pessoa jurídica.