Inadimplência das empresas cresce 9,6% em maio, aponta Serasa

Na comparação com o quinto mês de 2006, houve recuo de 1%. No acumulado do ano, o indicador apresentou alta de 2,3%

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SÃO PAULO – A inadimplência entre as empresas brasileiras aumentou 9,6% em maio deste ano, na comparação com o mês anterior, revela o Indicador Serasa de Inadimplência – Pessoa Jurídica divulgado nesta quarta-feira (27).

Por outro lado, frente ao quinto mês de 2006, o índice recuou 1%. Considerando os cinco primeiros meses do ano, percebe-se uma alta de 2,3% na inadimplência das pessoas jurídicas, em relação ao mesmo período do ano passado.

Tipo de dívida

De janeiro a maio deste ano, os títulos protestados ficaram com 39,8% de participação na inadimplência das empresas brasileiras. Apesar do percentual ainda ser o maior de todos, é menor que o apresentado no mesmo período de 2006 (40,5%).

Na segunda colocação, aparecem os cheques sem fundos, com representatividade de 38,6% nos cinco primeiros meses do ano. De janeiro a maio do ano passado, o peso na inadimplência era maior, de 39,7%.

As dívidas com os bancos, por sua vez, representaram 21,6% do total nos cinco primeiros meses de 2007. No mesmo período de 2006, essa modalidade representava 19,8% da inadimplência das empresas, o mostra que seu peso vem crescendo.

Valor das dívidas

Se o peso das dívidas com o sistema financeiro foi o menor no total da inadimplência, o mesmo não aconteceu com os valores das ocorrências: a média dos débitos atingiu R$ 4.100,91 nos cinco primeiros meses do ano, o que representa um crescimento de 16,8% frente ao mesmo período de 2006.

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Já a dívida média referente aos títulos protestados ficou em R$ 1.434,28 no período analisado (+3,9% em um ano). Os cheques sem fundos, por sua vez, registraram uma média de R$ 1.132,87 de janeiro a maio, sendo que houve recuo de 10,1% na comparação com o mesmo período de 2006.

Contratação de crédito

Segundo a Serasa, o aumento da inadimplência das empresas, sobretudo no que diz respeito às
dívidas não honradas junto às instituições financeiras, pode ser explicado pelo forte incremento das contratações de operações de crédito.

Além disso, a valorização cambial também contribuiu para a elevação da inadimplência, pois prejudicou a rentabilidade das empresas exportadoras e afetou aquelas que concorrem diretamente com os produtos importados.