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SÃO PAULO – O índice de inadimplência das empresas brasileiras apresentou alta de 27% entre janeiro e maio deste ano. Apesar dessa alta, se comparada com as taxas que vinham acumulando neste ano, a inadimplência está caindo. Isso porque, nos primeiros três meses do ano, esse índice acumulou alta de 33,1%. Já de janeiro a abril, a inadimplência registrou um incremento de 28,3%.
Os dados são do Indicador Serasa de Inadimplência Pessoa Jurídica, divulgado nesta quarta-feira (24). De acordo com os técnicos da instituição, a inadimplência está perdendo fôlego, mas as empresas ainda enfrentam dificuldades.
Na comparação mensal, a inadimplência das empresas aumentou 7,2% em maio. Essa alta é por conta do menor número de dias úteis em abril, frente a maio. Entre maio último e maio do ano passado, a inadimplência apresentou alta de 21,9%.
Tipo de dívida
Ainda considerando os primeiros cinco meses deste ano, os títulos protestados seguem liderando o ranking das dívidas das empresas, com 41,3% de participação na inadimplência. O percentual, entretanto, foi inferior ao registrado no mesmo período de 2008 (42,3%).
Na segunda colocação aparecem os cheques sem fundos, com representatividade de 39,3%, na mesma base comparativa. No mesmo período do ano passado, o peso na inadimplência desta categoria era de 38,5%.
As dívidas com os bancos, por sua vez, representaram 19,3% do total da inadimplência das empresas nos primeiros cinco meses de 2009. No mesmo período do ano anterior, essa modalidade contribuía com 19,2% de participação.
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Valor das dívidas
Se o peso das dívidas com o sistema financeiro foi o menor no total da inadimplência, o mesmo não aconteceu com os valores destas ocorrências: a média dos débitos atingiu R$ 4.608,99 no acumulado entre o primeiro e o quinto mês do ano, o que representa um crescimento de 3,4% frente ao mesmo período de 2008.
Já a dívida média referente aos títulos protestados ficou em R$ 1.799,79 no período analisado (+22,2%, na mesma base comparativa). Os cheques sem fundos, por sua vez, registraram uma média de R$ 1.446,01 no período, sendo que houve avanço de 13,5%, ante o mesmo período de 2008.
Análise da situação
Para os técnicos da Serasa Experian, a alta na inadimplência das pessoas jurídicas em maio ante ao mesmo período do ano passado é devido a fatores como a recessão nos países mais desenvolvidos, que prejudica as exportações; a queda nos preços das commodities, com efeitos no agronegócio; e a ruptura dos fluxos financeiros, que impactam no financiamento da atividade e dos investimentos empresariais.
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Apresar disso, os analistas ressaltam que em maio houve melhora na atividade econômica e, com a queda das taxas de juros e a volta do crédito e consequente aumento do consumo, poderá haver uma reversão do quadro atual da inadimplência já no segundo semestre.
Metodologia
O Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Jurídica, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com as instituições financeiras. A divulgação é mensal.