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SÃO PAULO – A alta carga tributária e um programa social do governo derrubaram a venda de material escolar nas papelarias em 60% na volta às aulas, de acordo com dados divulgados pelo Simpa, Sindicato do Comércio Varejista de Material de Escritório e Papelaria de São Paulo e Região.
Segundo o presidente da entidade, Antonio Martins Nogueira, os altos impostos que incidem sobre os produtos escolares restringem as compras. Neste ano, o setor passou a contribuir com 5,8% para o governo, contra 5,2% no ano passado. “Isso sem contar as outras taxas que aparecem no decorrer do mês”, reclama o presidente.
Distribuição de material prejudica vendas
Além disso, o Programa Aluno Presente, da Secretaria Estadual de Educação, agora distribui mochilas, cadernos, réguas, canetas e lápis para os estudantes de baixa renda, medida que estaria abarrotando os estoques das papelarias.
“Nesta semana, vamos propor ao governo algumas mudanças no programa para que todos saiam ganhando”, promete Nogueira.
O desaquecimento do setor acabou interferindo na contratação de novos empregados. Segundo Jorge Pereira, gerente de uma das quatro mil papelarias existentes na capital paulista, o aumento das vendas nos estabelecimentos em virtude do retorno às atividades escolares costuma aumentar a contratação de trabalhadores temporários; fenômeno que não ocorreu neste semestre.
Promoção para minimizar a crise
André Migotto, dono de outra papelaria paulistana vai mais longe: “há quatro ou cinco anos já não sinto diferença de vendas entre os meses normais e as épocas de volta às aulas”. Para compensar os prejuízos, ele decidiu vender material escolar com menor margem de lucro.
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Com informações do Diário do Comércio, periódico da Associação Comercial de São Paulo.