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SÃO PAULO – No primeiro trimestre de 2005 a carga tributária brasileira totalizou R$ 181,71 bilhões, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) divulgado nesta quarta-feira (1). O resultado se refere à soma da arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais e somou R$ 158,32 bilhões no mesmo período do ano passado.
Quase metade do PIB
O avanço nos impostos se mostrou mais acelerado que o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). A projeção do produto nos primeiros três meses do ano é de R$ 436,84 bilhões, um avanço de 2,9% sobre 2004, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Os dados referentes aos três primeiros meses do ano revelam que uma carga tributária brasileira correspondente a 41,6% do PIB, o maior resultado registrado desde 2000. Naquele ano, este percentual era de 36,74%. Já no primeiro trimestre de 2004, estava em 40,01%.
Menor consumo
Na opinião de Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT, “o sistema tributário é tirano: tira ano a ano a renda, o patrimônio e o consumo do brasileiro”.
Ele diz ainda que os impostos estão levando os contribuintes brasileiros à marginalidade, com aumento da sonegação (que passou de 32% para 39% do total arrecadado desde 2002), da informalidade (de 28% para 31% do PIB nos últimos quatro anos) e da inadimplência (cresceu 50% desde 2002).
Em números absolutos, Amaral lembra que existem no País nada menos do que 15 milhões de devedores pessoas físicas e três milhões de empresas.