Importações chinesas de soja dos EUA despencam; desembarques brasileiros saltam

As tensões ⁠comerciais ‌atrasaram as compras chinesas da safra de soja de outono ⁠dos EUA até o final de outubro

Reuters

Carregamento de soja (Foto: REUTERS)
Carregamento de soja (Foto: REUTERS)

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PEQUIM, ⁠20 Mar (Reuters) – As importações chinesas de soja dos ⁠EUA caíram nos dois primeiros meses de 2026 em relação ‌ao ano anterior, já que a maioria das remessas, após uma trégua comercial no final de outubro, ainda não chegou.

O ‌maior importador de soja do mundo trouxe 1,49 milhão de toneladas métricas da semente oleaginosa dos EUA em janeiro e fevereiro, uma queda de 83,7% em relação aos 9,13 milhões de toneladas do ano anterior, de acordo com dados alfandegários publicados na sexta-feira.

As tensões ⁠comerciais ‌atrasaram as compras chinesas da safra de soja de outono ⁠dos EUA até o final de outubro; os compradores estatais adquiriram cerca de 12 milhões de toneladas métricas de soja dos EUA desde então.

Os operadores estão aguardando a próxima reunião entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente ​da China, Xi Jinping, para obter mais clareza sobre a futura demanda da China pela soja norte-americana. Na quinta-feira, Trump ​disse que sua viagem a Pequim havia sido adiada em cerca de um mês e meio.

As importações de soja do Brasil aumentaram 82,7% em relação ao ano anterior, para 6,56 milhões de toneladas métricas em janeiro e fevereiro, já que os ‌compradores privados, que evitaram a soja dos ​EUA devido às altas tarifas, aumentaram as compras de suprimentos brasileiros.

No entanto, os operadores estão preocupados com o fato de que os controles fitossanitários mais rigorosos do Brasil ⁠e o prolongado ​desembaraço alfandegário da China ​possam diminuir o ritmo das chegadas nos próximos meses.

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O ministro da Agricultura do Brasil, ⁠Carlos Fávaro, disse na terça-feira ​que o governo negociará os requisitos de inspeção e segurança fitossanitária da soja para os embarques brasileiros para a China.

As importações da Argentina em ​janeiro e fevereiro subiram para 3,27 milhões de toneladas métricas, ante 111.603 toneladas no ano anterior.

O aumento foi ​parcialmente impulsionado por um ⁠frenesi de compras em setembro, depois que Buenos Aires eliminou os impostos de exportação.

‘A ⁠suspensão temporária dos impostos de exportação da Argentina em setembro levou a um aumento nas compras de soja pela China, com os carregamentos chegando gradualmente aos portos nos últimos meses e elevando as importações’, disse Rosa Wang, analista da JCI, empresa de agroconsultoria sediada em ​Xangai.