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As importações de diesel A (puro) pelo Brasil cresceram 20% em 2025 em relação ao ano anterior, atingindo um recorde de 17,3 bilhões de litros, em um período em que a Rússia perdeu participação para os Estados Unidos, mas manteve-se como principal fornecedor externo ao país, apontaram dados oficiais do governo e análise da consultoria StoneX.
O volume foi registrado em um cenário de avanço da demanda interna, com “bons resultados das safras agrícolas e do setor industrial”, e de recuo na produção das refinarias brasileiras, segundo a StoneX.

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O aumento das importações ocorreu mesmo com o crescimento da mistura de biodiesel no diesel B, vendido nos postos, que passou de 14% para 15% a partir de agosto de 2025, destacou a consultoria.
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As importações de diesel representam mais de 20% do consumo nacional.
A Rússia enviou um total de 8,1 bilhões de litros de diesel ao Brasil, volume 14% menor na comparação com 2024. A queda foi puxada entre agosto e novembro, “quando o país sofreu redução da capacidade de refino de petróleo em meio às ofensivas ucranianas contra centros de processamento”.
As importações de diesel dos Estados Unidos, por sua vez, aumentaram para 5,7 bilhões de litros em 2025, ante 2,4 bilhões em 2024.
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“Para 2026, as expectativas são de maior participação norte-americana, enquanto o volume russo dependerá, em parte, do conflito com a Ucrânia, com novas ofensivas podendo afetar a capacidade de refino do país”, disse a StoneX em relatório.
Outros fornecedores importantes do Brasil foram Índia, com 1,63 bilhão de litros, e Arábia Saudita, com 765 milhões de litros.
A StoneX observou ainda que as expectativas indicam uma pauta importadora aquecida em 2026, principalmente pela previsão de novo recorde nas vendas de diesel B (já com mistura de biodiesel) no Brasil, que podem crescer 1,8% em relação a 2025, para 70,4 bilhões de litros, e pelas limitações da capacidade de refino.
Por outro lado, o aumento da mistura obrigatória de biodiesel vendido nos postos, previsto para março, de 15% para 16%, pode desacelerar as compras do combustível importado.
Gasolina
As importações de gasolina A (pura) pelo Brasil somaram 3,67 bilhões de litros em 2025, um aumento anual de 27,6%.
O crescimento ocorreu com o aumento das internalizações nos últimos dois meses do ano, que somaram 1,5 bilhão de litros no período, equivalente a 41% do total anual.
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“Mesmo com dois ajustes de preços da estatal (Petrobras) ao longo do ano, a janela de importação se ampliou no último bimestre. Com a manutenção desse diferencial elevado — que chegou a superar R$ 0,30 por litro por um longo período —, a gasolina A internacional se mostrou mais atrativa para o mercado interno”, disse a StoneX.
Até outubro, as importações acumuladas de gasolina A apresentavam queda de 10,8% em relação a 2024.