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SÃO PAULO – Em relatório para comentar o resultado do mês de março, a equipe da Verde Asset, gerida por Luis Stuhlberger, mais uma vez citou o cenário político e afirmou que o impeachment da presidente Dilma Rousseff poderá “trazer algumas pernas de otimismo”. Por outro lado, no relatório são destacados diversos pontos que ainda devem trazer fragilidade para o mercado.
“Entendemos que o avanço do impeachment ainda poderá trazer algumas pernas de otimismo, na medida em que se materialize, e que a equipe ministerial que eventualmente venha a ser indicada seja efetivamente de notáveis, capazes de restaurar um pouco da ordem econômica”, diz a Verde Asset.
“Os fundamentos brasileiros, especialmente fiscais, continuarão extremamente fragilizados, especialmente agora que o fiscal deixou de ser relevante do ponto de vista dos mercados, na medida em que a única preocupação é a questão política”, completa o gestor no relatório.
Segundo a Asset, as projeções partem da premissa de um primário recorrente negativo de 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto) e em deterioração. Enquanto isso, a gestora espera que o País chegue a pelo menos +2,5% de primário para conseguir estabilizar a dívida pública.
“Para tanto, serão necessárias várias reformas constitucionais impopulares, que à luz de hoje parecem pouco prováveis de passarem neste ambiente político conflagrado e num contexto da Lava Jato ativa”, ressalta Stuhlberger. No relatório, ele ainda afiram que “de certa maneira, retrocedemos a 2014 (retrocessos viraram a rotina…)”.
“Depois de precificada a eventual transição política, voltaremos à vaca fria. Sem entregar uma melhora relevante e estrutural, o país retomará o caminho da insolvência, contaminando os prêmios de risco, câmbio e inflação”, conclui o relatório da Verde Asset.
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