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SÃO PAULO – O Banco Central acredita que os impactos das novas regras internacionais sobre instituições financeiras serão minimizados no Brasil, de acordo com relatório de estabilidade financeira publicado nesta quinta-feira (23).
Segundo a instituição, “o fortalecimento do nível de atividade econômica no Brasil e o cenário internacional mais conturbado condicionaram a evolução das principais variáveis do mercado financeiro nacional” durante o primeiro semestre deste ano.
Ademais, a autoridade monetária classificou como “errática” a evolução do mercado de ações no período, o que se contrasta com a contínua valorização registrada em 2009.
Basileia III
Segundo o BC, os novos padrões internacionais para o sistema financeiro, cujo objetivo é reduzir a alavancagem e melhorar a qualidade do capital, “podem aumentar a pressão sobre a rentabilidade e impactar o índice de solvência das instituições”.
Entretanto, a instituição acredita que algumas características do sistema brasileiro devem minimizar estes impactos no País, como “a boa situação de capitalização e liquidez, a capacidade de adaptação das instituições, bem como a retenção de lucros durante o período de transição”.
Ademais, a autoridade monetária afirmou que a solvência das instituições permaneceu em nível confortável durante o primeiro semestre. Após realizar novos testes de estresse – buscando testar a resiliência do sistema a cenários desfavoráveis -, o BC chegou à conclusão que “mesmo em um cenário de estresse de baixíssima probabilidade de ocorrência, o índice de Basileia do sistema ficaria acima do mínimo regulamentar de 11%, o que demonstra boa capitalização do sistema”.
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Aceleração no crédito
Sobre o crédito, o relatório afirmou que a carteira das instituições brasileiras cresceu, no primeiro semestre de 2010, mais do que nos seis meses anteriores, passando de uma expansão de 7,9% para 8,6%, atingindo R$ 1,33 bilhão.
“O crescimento ocorreu principalmente em modalidades de menor risco para os bancos, a partir da expansão da base de clientes, e com moderado crescimento do endividamento médio e do comprometimento de renda dos tomadores”, afirmou o BC.