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SÃO PAULO – A melhora da renda e do emprego tem tornado possível a realização do sonho da casa própria e impulsionado a contratação de produtos como consórcio e crédito imobiliário. No primeiro caso, a procura avança, dentre outros motivos, devido à taxa de administração em torno de 0,15% ao mês.
De acordo com o presidente da Abac (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio), Rodolfo Montosa, a baixa taxa de administração é um fator que pesa a favor do consórcio. “Mas tem a contrapartida de o interessado ter que esperar para conseguir a casa, o que não acontece no crédito imobiliário”.
Como os consórcios em geral têm um prazo de duração longo e as prestações são ajustadas de acordo com a variação dos preços dos imóveis, é preciso analisar com cuidado o impacto da prestação no seu orçamento, para evitar ficar inadimplente. Vale lembrar que, em caso de desistência, você só terá direito ao seu dinheiro depois que todos os participantes receberem seus bens, o que pode demorar muito tempo, dependendo da duração do grupo.
Consórcio avança com a economia
No Bradesco Consórcio, houve crescimento de 20% no número de cotistas no ano passado. Este ano, deverá ser algo equivalente. “A taxa de administração é de 0,12% ao mês e o prazo máximo é de 144 meses, com carta de crédito de R$ 30 mil a R$ 300 mil”, disse o diretor do Bradesco Consórcios, Idevalter Barbosa. Dentre os motivos apontados por ele para o aumento, estão o aquecimento da economia e o alto déficit habitacional.
Na Caixa Consórcios, por sua vez, a previsão também é de expansão para este ano. “No ano passado, houve crescimento de 35% em termos de vendas, de 90 mil para 111 mil. Este ano, o mercado está aquecido na procura por imóvel e há a perspectiva de chegar a dezembro com mais 50 mil vendas”, disse o diretor da Caixa Consórcios, Antônio Limone.
Neste caso, existem dois grupos de consórcio: um com 120 meses e taxa de administração de 12% em todo o período e outro com 150 meses e taxa de administração de 18% em todo o período.
Crédito cresce com imediatismo
Enquanto o consórcio cresce com taxas de administração baixas, o crédito imobiliário desponta, devido ao imediatismo na aquisição de imóveis. De acordo com a Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), no primeiro trimestre de 2008, o número de unidades financiadas atingiu 54.840, alta de 58,2% na comparação com o mesmo período de 2007.
Em todo este ano, a Abecip ainda prevê liberação de crédito imobiliário 36% superior a 2007, com um volume de R$ 25 bilhões à disposição dos brasileiros para a compra de casas e apartamentos. “A Caixa ainda prevê financiar mais de 500 mil imóveis este ano”, diz o diretor da Caixa Consórcios.
Produtos não competem
Os entrevistados não divergem quanto ao fato de o público do consórcio ser diferente daquele do crédito imobiliário. “O crédito é para quem quer o bem já. Neste aspecto, tem que ver quem pode postergar. O que concorre com o consórcio é a poupança”, diz o presidente da Abac.
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Já para o diretor do Bradesco Consórcio, está claro que o público do consórcio é diferente do de crédito imobiliário. “O consórcio está mais para o investidor, o poupador. Não há concorrência, porque o mercado imobiliário está aquecido com a economia crescendo. O cliente está confortável para escolher entre as duas opções”, afirma Idevalter.
Limone completa dizendo que os dois produtos são complementares, por atender faixas da população que buscam o imóvel em situações diferentes.