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SÃO PAULO – O número de lançamentos e de comercialização de imóveis foi inédito em 2007, de acordo com dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio), divulgados pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) nesta terça-feira (11). De janeiro a outubro, foram 27.609 unidades lançadas, com previsão de 36 mil para o fechamento do ano.
O número aponta crescimento de 40% na comparação com 2006. Segundo o presidente do Secovi-SP, João Crestana, que falou durante evento do Balanço do Mercado Imobiliário de São Paulo em 2007, a retomada que o setor vive resulta de fatores como estabilidade econômica, cenário internacional favorável, vinda de bancos para o País e redução da burocracia.
Vendas sobre oferta
Nos 10 primeiros meses do ano, o VSO (Venda sobre Oferta) – que mede o desempenho médio de comercialização – foi de 15,6%. No mesmo período do ano passado, o índice apontava 11,4%. As previsões são de fechamento de 2007 com VSO entre 15,5% e 16%, ante 12,1% no ano passado.
Além disso, para este ano, há a previsão de fechamento com vendas de 33 mil a 34 mil unidades, o que representa um aumento de 20% sobre 2006.
Expectativas
Para 2008, o presidente do Secovi-SP acredita que o mercado deva se voltar à classe de renda menos favorecida (baixa e baixíssima renda), na qual está concentrada a maior fatia do déficit habitacional, estimado em 8 milhões.
“As empresas do setor começam a atingir quem recebe entre seis e oito salários mínimos. Podemos perceber parcelas em torno de poucas centenas de reais, como R$ 450 e R$ 500”. Para se ter uma idéia, o presidente afirmou que os financiamentos de imóveis voltados para a baixa renda já estão com juros de 7% ao ano mais TR (Taxa Referencial).