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SÃO PAULO – Ao contrário do que vinha ocorrendo nos últimos dias o pregão foi negativo na Bolsa de Valores de São Paulo. Mesmo assim, a Eletrobrás repetiu o seu script das últimas sessões e voltou a figurar entre os destaques. Nesta quarta-feira (20) ela foi quase a protagonista entre as valorizações do índice paulista.
As ações preferenciais classe B e as ações ordinárias da companhia elétrica encerraram o pregão com altas de 2,24%, e 2,20%, respectivamente, cotadas a R$ 57,90, e R$ 58,00. Elevações que só não foram maiores que os 2,61% da VCP (Votorantim Celulose e Papel), dentre os papéis do Ibovespa, que terminou com baixa de 1,12%. Especulações favoráveis sobre o futuro da Eletrobrás estiveram em foco entre os investidores.
Petrobras do setor
O presidente interino da Eletrobrás, Valter Cardeal, esteve nesta quarta-feira na Comissão de Minas e Energia para apresentar um plano de ações da empresa. Na avaliação de Diego
Núñes da Brascan Corretora “pode estar voltando a história [iniciada em 2006] de transformar a Eletrobrás em Petrobras do setor”.
Para Núñes, isso significaria iniciar um processo para destravar a empresa para investimentos, realizando, por exemplo, uma privatização das distribuidoras federalizadas, conforme já foi comentado no ano passado. Na avaliação do analista, as ações da estatal estão “sobrevalorizadas” em razão do histórico recente.
Em um cenário de alinhamento dos preços de oferta e demanda de energia, o aumento dos investimentos pode representar uma importante estratégia para a estatal. Desde o início do ano, as ações preferenciais classe B da empresa já subiram 29%.
Lançamento de ADRs
Outro rumor comentado por analistas da SLW Corretora é sobre o lançamento de ADRs (American Depositary Receipts) nível 2. Caso ocorra a aprovação da SEC (Securities and Exchange Commission) – órgão regulador da Bolsa de Nova York -, a possibilidade de a Eletrobrás elevar seus títulos para nível 2 deve impulsionar a visibilidade da empresa naquele mercado.