Balanços

Iguatemi (IGTA3) vê lucro crescer 32,5% no 3º trimestre; Marisa (AMAR3) tem prejuízo acima do esperado

Outras empresas também divulgaram seus números nesta noite, como a Energisa, a Cyrela e a Sul América

Fachada de uma loja das Lojas Marisa
(Shutterstock)

SÃO PAULO — A empresa de shopping centers Iguatemi (IGTA3) lucrou R$ 86,9 milhões no terceiro trimestre deste ano. A cifra é 32,5% maior do que o valor registrado no mesmo período de 2018.

Já o ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia aumentou 19,4% na mesma base de comparação, para R$ 168,52 milhões.

Enquanto isso, a receita líquida registrou um avanço bem mais modesto, de 2,7%, totalizando R$ 182,4 milhões entre julho e setembro de 2019.

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O resultado foi possível, segundo a companhia, por causa do crescimento de 2,4% das vendas totais, que chegaram a R$ 3,3 bilhões, e dos aumentos de 4,2% das vendas em mesmas áreas (SAS) e de 3,1% das vendas em mesmas lojas (SSS).

Também em alta, os aluguéis em mesmas áreas (SAR) cresceram 6,2% e os aluguéis em mesmas lojas (SSR) aumentaram 8,8% no trimestre.

“Passado o 2º trimestre de 2019, quando o setor apresentou números favorecidos por uma base de comparação pontualmente fraca (greve dos caminhoneiros e copa mundial de futebol), os indicadores do 3º trimestre demonstram um ritmo mais tímido de retomada da atividade varejista. Mesmo assim, estamos otimistas com os meses que seguem”, afirmou a administração da empresa em relatório.

A dívida total da companhia encerrou o trimestre em R$ 2,1 bilhões, 0,8% abaixo do segundo trimestre de 2019.

Além da Iguatemi, outras empresas divulgaram seus resultados nesta quinta-feira (7), entre elas o Banco do Brasil (BBAS3) e a B3 (B3SA3). Veja abaixo os balanços que também saíram nesta noite.

Marisa

A Marisa (AMAR3) registrou prejuízo líquido de R$ 76 milhões no terceiro trimestre deste ano. A cifra é maior do que a estimativa de perda de R$ 39,4 milhões estimada por analistas consultados pela Bloomberg.

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Entre julho e setembro, a companhia registrou ebitda ajustado de R$ 56,8 milhões. As projeções apontavam para R$ 28,5 milhões. Já a receita líquida da varejista totalizou R$ 550,7 milhões, 1,9% acima dos R$ 540,3 milhões vistos um ano antes.

No final do terceiro trimestre, a Marisa apresentava endividamento líquido de R$ 743,9 milhões, R$ 145 milhões acima do valor visto no mesmo período do ano passado, “em função tanto do maior dívida bruta quanto da menor posição de caixa e aplicações financeiras.”

Cyrela

A Cyrela (CYRE3) reverteu o prejuízo de R$ 121 milhões registrado no terceiro trimestre de 2018 para um lucro líquido de R$ 104 milhões entre julho e setembro deste ano.

A geração de caixa da empresa, porém, diminuiu 74,3% na comparação anual, totalizando R$ 78 milhões. Já a receita líquida subiu 29%, passando de R$ 725 milhões no terceiro trimestre de 2018 para R$ 935 milhões no mesmo período deste ano.

Os lançamentos da Cyrela saltaram 93,6% na comparação anual, totalizando R$ 1,777 bilhão. Já as vendas cresceram 64,9%, para R$ 1,554 bilhão.

Sul América

A Sul América (SULA11) teve lucro líquido de R$ 245,4 milhões no terceiro trimestre deste ano. O valor é 4,6% maior do que o registrado um ano antes (R$ 234,6 milhões).

As receitas totais subiram 10,9% na mesma base de comparação, totalizando R$ 5,9 bilhões entre julho e setembro de 2019.

“Nossos resultados confirmam a tendência positiva que temos apresentado nos últimos ciclos, combinando crescimento e rentabilidade por meio de maior eficiência com melhoria da qualidade de produtos e serviços e da experiência dos nossos segurados”, afirmou a empresa em relatório.

O índice de sinistralidade consolidada da seguradora chegou a 76,1% no terceiro trimestre. Enquanto isso, o retorno sobre o patrimônio médio (ROAE) ficou em 17,2% nos últimos doze meses, 1,2 ponto percentual melhor que o retorno registrado ao fim de setembro de 2018.

Energisa

A Energisa (ENGI11) apresentou lucro líquido de R$ 53,9 milhões no terceiro trimestre deste ano. O valor configura uma queda de 79,2% sobre o registrado no mesmo período do ano passado.

O ebitda da companhia subiu 27,2%, para R$ 885,1 milhões. Já o ebitda ajustado teve crescimento de 28,2%, totalizando R$ 979,9 milhões entre julho e setembro deste ano.

Enquanto isso, a receita operacional líquida da companhia, que exclui receita de construção, ficou em R$ 4,125 bilhões no terceiro trimestre, ganho de 10% sobre os R$ 3,749 bilhões vistos um ano antes.

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