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SÃO PAULO – A Fundação Getúlio Vargas divulgou, na manhã desta quarta-feira, o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao mês de junho. O índice revelou queda nos preços em função dos preços no atacado. Contudo, os preços da construção civil apresentaram forte aceleração no período, impedindo uma maior deflação.
No período, observou-se uma deflação de 0,44%, enquanto que em maio observou-se uma variação negativa de 0,22%. O indicador veio bem abaixo das expectativas, já que de acordo com o relatório Focus, do Banco Central, o mercado aguardava queda de 0,30% nos preços.
Forte queda dos preços no atacado
O índice de preços ao consumidor, IPC, apresentou variação positiva de 0,05%, 0,97 ponto percentual abaixo da variação positiva de 1,02% em maio. O Índice de Custo da Construção Civil, INCC, acelerou para 2,20% em junho, frente a uma alta de 0,54% em maio. Vale lembrar que a participação do INCC no IGP-M é de apenas 10%, enquanto o IPC colabora com 30% com o resultado final do indicador.
Já o índice de preços no atacado, o IPA, parcela do indicador que que conta com a maior participação no índice, apresentou desaceleração em junho, registrando queda de 1,00% nos preços, ou seja, 0,23 ponto percentual menor que no mês de maio, que registrou deflação de 0,77%.
Metodologia de cálculo do IGP-M
O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) é bastante utilizado pelo mercado, e mede a evolução geral de preços na economia, criando assim uma medida da inflação nacional.
O IGP-M é composto pela ponderação entre o Índice de Preços ao Consumidor (IPC – peso de 30%), Índice de Preços no Atacado (IPA – peso de 60%) e Índice Nacional de Construção Civil (INCC – peso de 10%).