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A Fundação Getúlio Vargas divulgou o IGP-10 referente o mês de setembro. O índice registrou variação positiva de 0,63%, acumulando no ano alta de 7,99%. A inflação acumulada medida pelo IGP-10 nos últimos doze meses atingiu 9,48%. Em agosto, o índice registrou uma variação positiva de 1,67%. Em setembro, a maior pressão foi dos preços dos bens de consumo, que impulsionaram a alta dos preços no atacado.
Este aumento em agosto reflete o impacto dos reajustes dos preços administrados no período (telefonia, energia elétrica, combustíveis, etc). Sendo assim, a taxa de setembro confirma a tendência de que a inflação tende a desacelerar até o fim do ano.
O IGP-10 (Índice Geral de Preços) mede a evolução geral de preços na economia, criando assim uma medida da inflação nacional, sendo que o período de coleto dos dados é de um mês até o dia 10 do mês em questão. O IGP-10 é composto pela ponderação entre o Índice de Preços ao Consumidor (IPC – peso de 30%), Índice de Preços no Atacado (IPA – peso de 60%) e Índice Nacional de Construção Civil (INCC – peso de 10%).
Durante o mês de setembro, os preços por atacado comandaram a alta e registraram uma variação positiva de 0,81%, esta alta foi puxada, em especial, pelo aumento dos preços de bens de consumo (+1,23%) no período pesquisado. Enquanto os preços ao consumidor e os custos com a construção civil apresentaram altas de 0,26% e 0,59%, respectivamente. Outros destaques ficaram com o aumento registrado pelos grupos materiais de construção (+1,16%) e habitação (+0,56%). Por outro lado, os transportes registraram em setembro uma deflação de 0,09%.