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SÃO PAULO – A IEA (Agência Internacional de Energia, na sigla em inglês) cortou sua projeção de demanda de petróleo a longo prazo. A agência baseou-se no ainda presente impacto da crise financeira global e no crescimento do uso de energias alternativas.
Segundo relatório anual divulgado nesta terça-feira (10), a IEA estima que a demanda global pela commodity avançará 1% ao ano até 2030, o que se traduz em um aumento de 85 milhões de barris por dia em 2008 para 105 milhões de barris por dia em 2030.
A projeção atual é menor que a anunciada no ano passado, quando a agência projetava uma demanda de 106 milhões de barris por dia para 2030.
Causas
Segundo a IEA os principais fatores que levaram à diminuição das projeções de demanda foram o “dramático impacto da recessão mundial nos mercados de petróleo e gás” e a troca dessas fontes energéticas por alternativas menos poluentes, em especial nos países em desenvolvimento.
Com as evidências cada vez mais visíveis do aquecimento global, muitos governos têm pedido aos consumidores que reduzam o consumo de energia, diminuindo a dependência de combustíveis fósseis e baixando, assim, a emissão de carbono na atmosfera.
Um exemplo é são os próprios Estados Unidos, um dos países mais poluidores. No mês passado, o presidente Barack Obama anunciou um pacote de US$ 3,4 bilhões para melhorar a eficiência da rede de transmissão de energia elétrica do país.
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Efeitos
Para a IEA, com o crescimento devagar da demanda por petróleo, o mundo deverá enfrentar um abastecimento ruim e possível aumento dos preços, uma vez que a recessão também resultou na diminuição de investimentos em novos projetos.
Além disso, a agência também acredita que as mudanças que estão sendo feitas na legislação, visando se adequar à nova realidade climática, poderão impactar negativamente na demanda da commodity.