ICV do Dieese sobe e registra inflação de 3,20% em novembro

No acumulado do ano, variação atinge 10,3%; reajustes e elevada participação no orçamento contribuíram

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SÃO PAULO – Segundo informações divulgadas pelo DIEESE – Departamento de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos, nessa quinta-feira, o Índice do Custo de Vida (ICV) para a cidade de São Paulo registrou alta de 3,20% em novembro. A variação ficou 2,07 pontos percentuais acima daquela registrada em outubro, que foi de 1,13%.

A variação de novembro foi a terceira maior taxa desde o início do Plano Real. Com isto, a variação acumulada no ano do ICV sobe para 10,3%, enquanto a inflação nos últimos 12 meses chega a 10,12%.

Entre os principais grupos que contribuíram com a alta do Índice no mês de novembro estavam alimentos, habitação e transportes. Além dos reajustes dos preços desses grupos, em função da alta do dólar, deve se levar em conta também a elevada participação desses componentes no orçamento das famílias brasileiras.

Alimentos pressionaram ICV

A maior pressão nos preços aconteceu no item alimentação, que registrou alta de 6,56% em novembro, contribuindo com 1,60 ponto percentual para a alta do ICV. Neste grupo, o maior aumento foi registrado nos alimentos in natura e semi-elaborados, que subiram 8,23% e contribuíram para uma alta de 0,90 ponto percentual do ICV. As cinco maiores altas do grupo de alimentos in natura ficaram com: frutas (+13,44%), aves (+13,43%), ovos (+13,18%) e legumes (+11,71%).

O segundo maior impacto no índice ficou com o item transportes, afetado pela alta dos combustíveis e pelos reajustes nos preços das peças dos veículos. O item registrou alta de 6,54% e teve um impacto de 1,03 ponto percentual do ICV. Dentre as categorias que compõem o item de transportes, a de transporte individual subiu 8,90% e contribuiu com 1,03 ponto percentual.

Vale lembrar que existe uma grande possibilidade dos preços das tarifas de ônibus também subirem em dezembro, o que pode implicar em mais pressão no índice de custo de vida.

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Todos os demais itens que compõem o ICV também registraram alta nos preços, sendo que as maiores pressões inflacionárias foram as seguintes: habitação (+0,69% e 0,17 p.p), saúde (+0,83% e 0,10 p.p.), despesas pessoais (+0,69% e 0,03 p.p.), e equipamentos domésticos (+2,71% e 0,12 p.p.).