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SÃO PAULO – De acordo com o presidente do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), Gilberto Luiz do Amaral, a queda da arrecadação tributária brasileira é plenamente suportável e não traz preocupações, já que o crescimento será retomado ainda neste segundo semestre.
“A queda acontece principalmente pela diminuição da atividade econômica, em setores que têm alta arrecadação, e pelo processo de desoneração que o governo federal fez. Essa queda era prevista, de forma que não vejo como uma surpresa. Assim como teremos uma leve queda no mês de agosto e setembro, no mês de outubro, a arrecadação passa a ter uma recuperação”, explicou.
2008 foi ano forte
Amaral disse que as quedas são normalmente identificadas na comparação anual, já que 2008 foi um ano forte e o “ápice de todo o crescimento econômico”, segundo o presidente do IBPT.
“A arrecadação de julho de 2009, apesar de ser 5% inferior a julho de 2008, é 5% superior a julho de 2007”, comparou.
O presidente do IBPT acrescentou que a queda se dá somente na arrecadação de tributos federais, mas os estaduais estão crescendo. “O governo federal fez um processo de desoneração tributária, enquanto estados e municípios não fizeram nada. O governo federal criou instrumentos, apesar de setoriais, de desoneração, enquanto estados e municípios não fizeram nada para aliviar o ônus que pesa sobre o contribuinte”.