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Ibovespa tem leve correção com cautela eleitoral após novas pesquisas

Pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta, mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula

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Depois de abrir em alta, o Ibovespa zerou as perdas com atenções à pesquisa Quaest e de olho na temporada de balanços e passou a ter leve baixa durante toda a manhã.

Após alta de 0,46%, na máxima a 209.244,71 pontos, o Ibovespa caía 0,26%, a 207.760 pontos, às 12h20 (horário de Brasília) desta quarta-feira (21).

Ontem, o Ibovespa fechou no maior nível desde o recorde de 209.066,90 pontos registrado na sexta-feira pós-primeiro turno. O principal indicador da B3 subiu 1,57%, aos 208.295,98 pontos, refletindo expectativa de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, além de pesquisas eleitorais.

“Hoje o dia é de cautela. A eleição está a quatro dias e o mercado vai reagir a cada nova pesquisa”, disse João Debom, sócio da Supernova Investimentos.

Segundo ele, com a disputa embolada, qualquer movimento nos números mexe com os ativos. “A bolsa está colada na máxima histórica. Muito do otimismo já está no preço. Se vier surpresa negativa, a realização pode ser rápida”, completa Debom.

Pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta, mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. A situação é de empate técnico, com 1 ponto de diferença entre os dois candidatos.

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Flávio oscilou um ponto para baixo em relação à semana passada (tinha 46%) e Lula manteve os 44%. A situação já era de empate técnico e assim se manteve. O percentual de votos em branco, nulos e de pessoas que não vão votar se manteve em 9%, enquanto os indecisos passaram de 1% para 2%.

“A abertura dos mercados segue marcada por elevada sensibilidade ao cenário eleitoral. Como observado nas últimas sessões e com potencial para permanecer como uma das principais dinâmicas nos próximos dias, os ativos domésticos continuam reagindo às mudanças na percepção dos investidores em relação ao ambiente político e aos possíveis desdobramentos para a condução da política econômica. Nesse contexto, câmbio e curva de juros permanecem como os principais vetores de transmissão da volatilidade, enquanto o comportamento dos fluxos de capital estrangeiro segue exercendo influência relevante sobre a direção dos mercados locais”, aponta Rafael Pastorello, portfólio Manager do Banco Sofisa.

Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o mercado brasileiro segue em em compasso de espera.

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“A alta recente da Bolsa foi impulsionada pela queda dos juros futuros, que beneficia especialmente empresas de varejo e outros setores dependentes de crédito. Isso acontece porque juros menores reduzem o custo de financiamento das empresas, favorecem o consumo e aumentam a atratividade das ações. Entretanto, para esse movimento continuar, o mercado precisa enxergar perspectivas concretas de equilíbrio fiscal e controle da inflação”, avalia.

Entre as principais empresas do índice, aponta, a Petrobras (PETR3;PETR4) continua favorecida pelo petróleo elevado, sustentado pelas tensões no Oriente Médio. Já a Vale (VALE3) enfrenta um cenário mais desafiador, diante da fraqueza do minério de ferro e das dúvidas sobre a recuperação da economia chinesa.

“Para os próximos pregões, o principal fator será a percepção de risco fiscal. Sinais de maior responsabilidade com as contas públicas tendem a favorecer a Bolsa, reduzir os juros futuros e fortalecer o real. Por outro lado, o aumento das incertezas políticas pode provocar uma correção dos ativos, mesmo diante de resultados corporativos positivos”, conclui o analista.

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“Não dá para termos convicção grande de que o Flávio vai ganhar” afirma Fernando Siqueira, head de research da Eleven Financial.

As pesquisas sugerem que o momento é de cautela. Segundo Siqueira, da Eleven, o mercado pode deixar uma segunda parte de uma eventual alta para depois da eleição, como aconteceu na sexta-feira após o primeiro turno, caso o senador do PL vença. “Do contrário, corrige”, diz.

Mais cedo, foi divulgada a pesquisa Meio/Ideia, que trouxe Flávio Bolsonaro com 48% e o presidente Lula com 46% das intenções de votos totais. Já na Palver, o candidato do PL manteve 50% das intenções de voto no segundo turno, enquanto o petista oscilou de 49% para 48%.

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Também fica no foco o início da temporada de balanços no Brasil. A fabricante de equipamentos WEG (WEGE3) registrou lucro líquido de R$ 1 665 bilhão no terceiro trimestre deste ano, o que corresponde a um aumento de 0,9% em relação ao reportado em igual período de 2025. Porém, as ações caem quase 5%. Após o fechamento dos negócios, saem os resultados da BradSaúde (SAUD3).

Entre as commodities, o minério de ferro subiu 0,07% em Dalian. Já o petróleo opera indefinido, próximo da estabilidade, com o Brent acima de US$ 108 o barril, mantendo preocupações inflacionárias e com juros no mundo.

DESTAQUES

• WEG ON (WEGE3) recuava 4,69% após balanço do terceiro trimestre mostrar lucro líquido de R$ 1,67 bilhão e Ebitda de R$ 2,35 bilhões, ligeiramente abaixo das previsões de analistas.

• BTG PACTUAL UNIT (BPAC11) caía 0,92%, em dia sem tendência clara para o setor, após desempenho robusto na véspera. BRADESCO PN (BBDC4), que divulga balanço no final da quinta-feira, cedia 0,24% e BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) recuava 0,12%, enquanto ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) subia 0,33% e SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) valorizava-se 1,15%.

• PETROBRAS PN (PETR4) registrava variação positiva de 0,19%, em sessão de oscilação modesta dos preços do petróleo no exterior.

• VALE ON (VALE3) caía 0,87%. Futuros do minério de ferro na China mostraram variações modestas na sessão. Analistas do UBS BB reiteraram a recomendação neutra para as ações da mineradora e reduziram o preço-alvo dos papéis para R$ 73, ante R$ 77.

• AUREN ENERGIA ON (AURE3) subia 1,97%, no terceiro pregão seguido de alta. No último dia 19, após o fechamento do mercado, a companhia informou o início da aquisição de até 1,95 milhão de ações dentro de programa de recompra aprovado em março.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)