Publicidade
Após abrir em alta, o Ibovespa zerou as perdas com atenções à pesquisa Quaest e de olho na temporada de balanços.
Por volta de 10h10 (horário de Brasília), o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 0,42%, a 209.169,11 pontos. Já às 10h24, após a divulgação da pesquisa, o benchmark da Bolsa caía 0,12%, a 208.030 pontos.
Pesquisa Quaest do segundo turno, divulgada nesta quarta, mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. A situação é de empate técnico, com 1 ponto de diferença entre os dois candidatos.
Flávio oscilou um ponto para baixo em relação à semana passada (tinha 46%) e Lula manteve os 44%. A situação já era de empate técnico e assim se manteve. O percentual de votos em branco, nulos e de pessoas que não vão votar se manteve em 9%, enquanto os indecisos passaram de 1% para 2%.
“A abertura dos mercados segue marcada por elevada sensibilidade ao cenário eleitoral. Como observado nas últimas sessões e com potencial para permanecer como uma das principais dinâmicas nos próximos dias, os ativos domésticos continuam reagindo às mudanças na percepção dos investidores em relação ao ambiente político e aos possíveis desdobramentos para a condução da política econômica. Nesse contexto, câmbio e curva de juros permanecem como os principais vetores de transmissão da volatilidade, enquanto o comportamento dos fluxos de capital estrangeiro segue exercendo influência relevante sobre a direção dos mercados locais”, aponta Rafael Pastorello, portfólio Manager do Banco Sofisa.
Para Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, o mercado brasileiro segue em em compasso de espera.
Continua depois da publicidade
“A alta recente da Bolsa foi impulsionada pela queda dos juros futuros, que beneficia especialmente empresas de varejo e outros setores dependentes de crédito. Isso acontece porque juros menores reduzem o custo de financiamento das empresas, favorecem o consumo e aumentam a atratividade das ações. Entretanto, para esse movimento continuar, o mercado precisa enxergar perspectivas concretas de equilíbrio fiscal e controle da inflação”, avalia.
Entre as principais empresas do índice, aponta, a Petrobras (PETR3;PETR4) continua favorecida pelo petróleo elevado, sustentado pelas tensões no Oriente Médio. Já a Vale (VALE3) enfrenta um cenário mais desafiador, diante da fraqueza do minério de ferro e das dúvidas sobre a recuperação da economia chinesa.
“Para os próximos pregões, o principal fator será a percepção de risco fiscal. Sinais de maior responsabilidade com as contas públicas tendem a favorecer a Bolsa, reduzir os juros futuros e fortalecer o real. Por outro lado, o aumento das incertezas políticas pode provocar uma correção dos ativos, mesmo diante de resultados corporativos positivos”, conclui o analista.
Continua depois da publicidade
