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SÃO PAULO – Terça-feira (11) nervosa para o Ibovespa, que a pouco mais de 30 minutos do fechamento se encaminha para fechar abaixo dos 50.000 pontos pela 1ª vez desde agosto de 2011. Por volta das 16h50 (horário de Brasília), o índice registrava perdas de 2,87%, ainda uma forte baixa, aos 49.844 pontos.
O índice tenta se segurar acima do patamar psicológico dos 50.000 pontos, mas não demonstra força para tal. A última vez que o índice fechou abaixo dessa pontuação, foi no dia 8 de agosto de 2011, quando – embalado pelo corte do rating norte-americano – o índice despencou 8,08%.
Não somente as referências econômicas negativas com BCE (Banco Central Europeu) e Banco do Japão influenciaram os investidores. A notícia de uma explosão ocorrida no aeroporto de Atlanta nos EUA também assustou o mercado. Segundo notícia da CBS Atlanta e da My Fox Atlanta, não há registro de feridos, nem de fumaça ou fogo, mas a explosão cortou a energia no saguão do aeroporto. Mais tarde, uma suspeita de bomba em alguma edificações da Universade de Princeton fez com que o local fosse evacuado.
Ações seguem em baixa
Contudo, após um bom tempo com todas as ações do índice registrando perdas, alguns papéis se recuperaram e apontam para alta. Em destaque, estão os papéis da Gol (GOLL4, R$ 7,84, +2,35%) e da Dasa (DASA3, R$ 11,46, +2,14%), as únicas com alta acima de 2%, enquanto outras 6 ações do índice operam quase estáveis.
Dentre as maiores quedas, destaque para os ativos da Oi (OIBR3, R$ 4,77, -8,09%; OIBR4, R$ 4,31, -6,71%) e das empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, como OGX Petróleo (OGXP3, R$ 1,20, -6,98%), LLX Logística (LLXL3, R$ 1,41, -5,37%) e MMX Mineração (MMXM3, R$ 1,61, -3,59%).
As ações da Vale (VALE3, R$ 29,98, -1,54%; VALE5, R$ 27,98, -2,17%) e da Petrobras (PETR3, R$ 17,42, -1,75%; PETR4, R$ 18,67, -1,11%) seguem em queda, mas a menor baixa em relação às mínimas do dia – de cerca de 3% – dão algum alívio para o Ibovespa neste forte dia negativo uma vez que, juntas, elas respondem por cerca de 20% do índice.
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BCE e Banco do Japão assustam mercado
O ambiente negativo reflete a falta de ação do Bank of Japan, que manteve sua política monetária inalterada. Apesar do movimento ser esperado pelo mercado em geral, alguns agentes de mercado trabalhavam com a hipótese de que fossem criadas novas medidas para estimular a economia do país. Com a manutenção das medidas, os índices asiáticos caíram forte neste pregão, com o Nikkei do Japão registrando queda de 1,45%, a 13.318 pontos, muito distante dos 15 mil pontos alcançados no final de maio, quando bateu seu maior patamar desde 2008.
Na Europa, ganha destaque o primeiro de dois dias da audiência sobre a legalidade do programa de compra de títulos do BCE na Corte Constitucional da Alemanha. O Banco central alemão acredita que o mecanismo pode limitar a independência do BCE. Em entrevista à emissora alemã ZDF, Mario Draghi, presidente do BCE, deixou claro que só irá intervir financeiramente nos países problemáticos da zona do euro se houver uma crise de confiança que ameace a solvência dos mesmos.
Os mercados europeus também apresentam queda próxima de 1% nesta sessão, enquanto nos EUA, as perdas se amenizam nesta sessão, após uma manhã de expressiva baixa.
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Agendas norte-americana e brasileira
Nos EUA, o Wholesale Inventories, relatório que contém informações sobre as vendas e os estoques do setor atacadista norte-americano, será divulgado às 11h. O mercado espera menor crescimento do estoque, com projeção de alta de 0,2% em abril, ante aumento de 0,4% registrado no mês anterior.
No cenário doméstico, a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) revelou o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da primeira quadrissemana de junho, que avançou 0,13%. O índice de preços fechou maio com alta de 0,10%.