Ibovespa volta a cair mais de 1% com Petrobras e pesquisas

Destoando do cenário externo, índice recua após Datafolha e Ibope; BB lidera perdas

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SÃO PAULO – Após simular uma recuperação, o Ibovespa volta a cair forte na tarde desta quinta-feira (4), com investidores ainda avaliando as pesquisas eleitorais Datafolha e Ibope, que mostraram que a corrida presidencial deve ser decidida no segundo turno. Às 13h21 (horário de Brasília), o índice caía 1,16%, a 61.116 pontos, bem próximo da mínima do dia de queda de 1,42%, a 61.836 pontos, destoando do dia positivo no exterior. No melhor momento da sessão, o benchmark da Bolsa zerou as perdas, operando a 61.836 pontos. 

Ajudava a puxar o Ibovespa para baixo nesta tarde os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) e bancos, que registravam queda depois de um forte rali. No mesmo horário, as ações ordinárias da petrolífera caíam 2,33%, a R$ 22,25, enquanto os preferenciais recuavam 2,09%, a R$ 23,45. No setor financeiro, destaque para os papéis do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 35,38, -4,12%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 40,40, -1,70%) e Bradesco (BBDC3, R$ 39,59, -2,20%; BBDC4, R$ 40,62, -2,45%). Vale mencionar que desde o dia 14 de agosto até ontem as ações desses bancos subiram entre 20% e 30%. 

Hoje, o mercado repercute as pesquisas Datafolha e Ibope de ontem à noite que, mostraram que, apesar de Marina Silva (PSB) seguir na dianteira nas pesquisas de intenção de voto e ser a favorita, ela não caminhará tão tranquilamente para vencer as eleições, segundo a LCA Consultores. 

Segundo a pesquisa do Datafolha, a presidente Dilma subiu de 34% no dia 29/08 para 35% no levantamento desta semana, a ex-senadora Marina Silva continuou com 34%, e Aécio Neves oscilou de 15% para 14%.  No levantamento do Ibope, Dilma subiu de 34% para 37%, enquanto que Marina cresceu 4 pontos para 33%. Nas duas pesquisas, a margem de erro é de dois pontos percentuais. Nesta pesquisa, Aécio obteve 15% das intenções de voto. Em um eventual segundo turno, Marina continua sendo a vencedora; enquanto no Datafolha, a vantagem é de sete pontos – 48% a 41% -, contra 10 pontos na pesquisa anterior, de 50% a 40%. No Ibope, Marina tem sete pontos de vantagem – 46% a 39% -, contra nove pontos no levantamento anterior. 

No noticiário econômico nacional, destaque para a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a taxa Selic em 11% ao ano. Segundo a LCA, a perspectiva que parece preponderante para a evolução de curto prazo da política monetária doméstica é de manutenção da taxa básica Selic nos atuais 11% ao ano até, pelo menos, o final deste ano. A referida supressão das palavras “neste momento” parece reforçar essa percepção, afirmam os economistas da consultoria. 

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

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Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 BBAS3 BRASIL ON 35,42 -4,01 +49,37 219,78M
 KROT3 KROTON ON 61,72 -3,86 +63,02 91,84M
 DTEX3 DURATEX ON 10,02 -3,09 -15,08 13,34M
 ESTC3 ESTACIO PART ON 27,38 -2,74 +35,27 63,04M
 ELET3 ELETROBRAS ON 8,09 -2,29 +45,27 12,05M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 FIBR3 FIBRIA ON 24,34 +6,29 -11,97 50,42M
 OIBR4 OI PN 1,53 +3,38 -57,38 56,48M
 GOAU4 GERDAU MET PN 16,79 +3,20 -27,12 11,88M
 SUZB5 SUZANO PAPEL PNA 9,37 +3,19 +3,05 26,22M
 GOLL4 GOL PN N2 15,35 +2,40 +46,47 13,08M
 

BCE em destaque 
Lá fora, as bolsas europeias sobem refletindo o surpreendente corte de juros pelo BCE (Banco Central Europeu) para combater a deflação.

Perante o risco de a economia da zona euro entrar num período de deflação, a autoridade monetária cortou a principal taxa de juro de refinanciamento – dos empréstimos do BCE aos bancos – de 0,15% para 0,05%. A taxa de depósitos,  foi de 0,1% negativos para -0,2%. As bolsas europeias registravam alta nesta sessão, mesma tendência das bolsas norte-americanas, que caminham para ganhos após os pedidos de auxílio-desemprego na última semana ficarem levemente abaixo do esperado.