Ibovespa vira e pode fechar sexto pregão consecutivo em queda

Bolsa brasileira acompanha ritmo observado no front europeu, que ganha ainda mais peso com feriado nos EUA

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SÃO PAULO – Após ensaiar ajuste positivo no início do pregão, o Ibovespa virou e mantém o viés negativo no início da tarde desta quinta-feira (24), com baixa de 0,59%, aos 54.545  pontos e volume financeiro de R$ 1,02 bihão às 13h18, de Brasília.

Caso a trajetória negativa se mantenha até o final do dia, será a sexta sessão consecutiva de fechamento negativo para o benchmark.

Sem atividades nos EUA por conta do feriado do dia de ação de graças nem indicadores domésticos relevantes, a bolsa brasileira segue de mãos dadas com o front europeu, de onde emana a principal fonte de nervosismo do mercado.

Europa no radar
Por lá, cresce o temor de que o contágio da crise fiscal comece a afetar mais severamente as economias centrais do bloco, que em virtude da sua dimensão, teriam enorme dificuldade em receber um resgate internacional.

Se até há pouco a principal preocupação ficava por conta da saúde fiscal dos PIIGS (Portugal, Irlanda, Itália, Grécia e Espanha), nesta semana os títulos de gigantes como França e Alemanha já sentiram sinais de maior desconfiança do mercado acerca do risco de contágio da crise, uma vez que até mesmo o futuro do Euro está em xeque, segundo um número crescente de analistas.

À procura de uma luz no fim do túnel, a chanceler alemã Angela Merkel e o presidente francês Nicolas Sarkozy se reuniram novamente nesta quinta-feira, desta vez com o novo primeiro ministro da Itália, Mario Monti, em Estrasburgo para alinhar os ponteiros na batalha contra a crise. 

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Em suas primeiras declarações, Sarkozy afirmou que a França, em conjunto com a Alemanha e a Itália, não demandarão ao BCE (Banco Central Europeu) quaisquer medidas para conter a atual crise na região, ao ressaltarem que respeitarão a independência da instituição.

Para piorar o clima de nervosismo na região, a Fitch Ratings cortou o rating de longo prazo da dívida de Portugal de BBB- para BB+, fazendo assim com que o país caísse do grau “investimento” para “especulativo”. A Fitch ainda manteve a perspectiva negativa para a nota de risco, o que sinaliza que mais cortes podem estar por vir frente à deterioração fiscal do país.

Altas e baixas
O principal destaque negativo fica com as ações da Usiminas (USIM5), que registram desvalorização de 3,58% e são cotadas a R$ 10,50. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -44,79%.

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Por outro lado, o melhor desempenho fica com os papéis das Lojas Americanas (LAME4), que são cotados a R$ 13,85 e apresentam alta de 1,61%.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 USIM5 USIMINAS PNA 10,50 -3,58 -44,79 37,90M
 CESP6 CESP PNB 29,21 -2,37 +10,82 1,17M
 USIM3 USIMINAS ON 20,04 -2,20 -5,71 1,85M
 JBSS3 JBS ON 5,48 -2,14 -23,57 6,22M
 CSNA3 SID NACIONAL ON 14,23 -1,79 -43,71 7,60M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 LAME4 LOJAS AMERIC PN INT 13,85 +1,61 -6,34 3,89M
 TMAR5 TELEMAR N L PNA 41,44 +1,35 -11,62 266,50K
 LLXL3 LLX LOG ON 3,24 +1,25 -31,50 4,07M
 PCAR4 P.ACUCAR-CBD PN ED 60,31 +1,23 -11,98 2,82M
 ALLL3 ALL AMER LAT ON 8,03 +1,13 -46,10 2,40M
* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)

Bolsas internacionais
Na Europa, os principais índices caminham para fechamento com perdas próximas ao observado na bolsa brasileira, como Ibex 35, de Madrid, (-0,48%) e FTSE MIB, de Milão, (-0,67%).

Juros e câmbio
As taxas dos principais contratos de juros futuros operam em queda nesta quinta-feira, diante de apostas de mais um corte na taxa básica de juro na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).

Por fim, o dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,8848 na compra e R$ 1,8860 na venda, forte alta de 1,41% em relação ao fechamento anterior.