Ibovespa vira e passa a subir; bancos diminuem perdas e imobiliários ganham forças

Enquanto isso, Petrobras também vira e passa a registrar ganhos; instituições bancárias diminuem perdas, mas lideram queda do índice

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SÃO PAULO – Após um início de sessão bastante negativo, puxado por ações de instituições financeiras, o Ibovespa engatou um movimento de alta no final da manhã desta sexta-feira. Às 11h50 (horário de Brasília), o índice registrava ganhos de 0,51%, a 52.957 pontos, após terem chegado a cair 1,13% na mínima da sessão. Com isso, o índice caminha para interromper duas sessões de baixa; nos últimos dias pregões o benchmark da bolsa caiu 2,98%. 

Boa parte das ações, que estavam em queda no início da sessão, passaram a registrar ganhos, com destaque para os papéis das imobiliárias, que ganharam fôlego nesta sessão. Entre os maiores ganhos, estão a Rossi (RSID3), Brookfield (BISA3), Gafisa (GFSA3) e PDG (PDGR3), com alta de mais de 2%.

Mas, liderando os ganhos do índice, estão as ações da MMX Mineração (MMXM3), com ganhos de 7,81%, a R$ 0,69. A trading holandesa Trafigura adiantou 7,3 milhões de euros para uma fornecedora das obras de construção do Porto Sudeste, informou a mineradora do grupo EBX, de Eike Batista, na manhã desta data. Destaque ainda para a CCR (CCRO3), que arrematou o aeroporto de Confins, em Minas Gerais. 

Enquanto isso, as ações do setor de bancos continuam liderando as perdas do Ibovespa, mas menores em relação ao início do pregão. O mercado mostra temores com as ações do setor bancário, que registram as maiores perdas do índice com uma possível conta de R$ 150 bilhões sobre a correção da caderneta de poupanças nos planos Bresser (1987), Verão (1989), Collor I (1990) e Collor 2 (1991) caso o STF (Supremo Tribunal Federal) julgue de forma desfavorável. Terminado o julgamento do Mensalão, o assunto deverá voltar à pauta do STF, já na quarta-feira seguinte. Esse seria o julgamento com o maior número de interessado, abordando 396 mil ações.

Desta forma, as ações do Banco do Brasil (BBAS3, R$ 24,83, -2,64%) as units do Santander Brasil (SANB11, R$ 14,56, -1,15%) e as ações de Itaúsa (ITSA4, R$ 9,14, -0,87%), Itaú Unibanco (ITUB4, R$ 32,48, -1,01%), Bradesco (BBDC3, R$ 33,69, -0,18%; BBDC4, R$ 30,34, -0,52%) e  lideram as perdas do Ibovespa, pressionando o índice pela forte participação que o setor tem dentro do índice.

Já na agenda econômica, destaque para os dados do setor externo do Banco Central, que revelou que o Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 7,132 bilhões em outubro, informou o Banco Central nesta sexta-feira, ao mesmo tempo em que os investimentos estrangeiros diretos no país somaram US$ 5,362 bilhões no mês passado.

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Europa no radar
Na Europa, destaque para a Alemanha: o instituto IFO divulgou o resultado do sentimento das empresas, que marcou 109,3 em novembro, bem acima do previsto pelos analistas, de 107,7. Já a agência federal de estatísticas confirmou a estimativa anterior de que o PIB (Produto Interno Bruto) do país cresceu 1,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior, liderado por uma forte alta da demanda doméstica, liderada pelo aumento no investimento e gastos em construção. 

O Velho Continente ainda repercute o discuro do presidente do BCE (Banco Central Europeu) Mario Draghi, em evento em Frankfurt que discute “O Futuro da Europa”. Draghi destacou que a autoridade monetária da região precisa agira quando a inflação está muito baixa ou alta; essa fala ocorre após rumores de que o BCE possa adotar juros negativos para depósitos bancários como incentivo ao crédito. 

Já nos EUA, destaque para a fala do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Denis Lockhart, em entrevista ao portal CNBC. Para ele, o debate acerca da redução do ritmo do programa de compra de títulos maciço do Federal Reserve estará “sobre a mesa” da próxima reunião de política do banco central dos Estados Unidos em dezembro. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.